
A Amazon adotou uma lógica de lupa – e não de enxurrada – no Prime Day 2025. De acordo com o estudo Deeper Discounts, Fewer SKUs: How Amazon Got More with Less, da Impact Analytics, só 14% do sortimento global entrou em promoção, contra 38% no ano passado. Ao mesmo tempo, a profundidade média dos cortes subiu de 28% para 32%, sinal de que a varejista preferiu dar “tiros de canhão” em menos produtos, em vez de dispersar descontos por todo o catálogo.
Nos Estados Unidos, essa ofensiva já passou: o Prime Day começou em 8 de julho, à 0h01, e terminou às 23h59 de 11 de julho, totalizando 96 horas de ofertas. No Brasil, o evento será mais enxuto – 48 horas entre 0h00 de 15 de julho e 23h59 de 16 de julho, no horário de Brasília – mas promete repetir a estratégia de promoções cirúrgicas.
Entre as categorias analisadas, Eletrônicos lideraram em agressividade, com desconto médio de 38% aplicado a 24% dos SKUs, combinando bundles e modelos de geração anterior para preservar margens nos lançamentos . Já Pet Supplies e Tools & Home Improvement registraram os maiores saltos ano a ano, com profundidade de ofertas crescendo onze pontos percentuais, resposta direta a estoques altos e demanda elástica nessas frentes . Vestuário seguiu caminho inverso: a cobertura promocional despencou 38 pontos, mas o corte médio avançou nove pontos, sinal de liquidação direcionada a coleções de verão sem comprometer peças recém-lançadas .
Por trás da tesoura seletiva, pesam tarifas de importação, inflação de custos e uma fatia maior de produtos fabricados fora dos EUA – fatores que encolhem a folga de margem e obrigam a Amazon a apostar apenas onde a elasticidade de preços compensa o sacrifício . O resultado, dizem os analistas, é uma cartilha que deve pautar a temporada de compras de fim de ano: menos amplitude, mais profundidade e retorno mensurável sobre cada ponto percentual de desconto.






