Por Thiago Furbino
Representantes brasileiros e chineses realizaram, nos dias 27 e 28 de outubro, duas agendas em São Paulo para discutir padrões, logística e cooperação em comércio eletrônico. Os encontros reuniram autoridades do governo chinês e executivos de grandes plataformas digitais, reforçando o avanço do Brasil na integração com o ecossistema internacional de e-commerce. A participação foi articulada pela ABIACOM (Brazilian Association of Artificial Intelligence and E-commerce), que integra debates entre empresas e governos sobre economia digital.
Autoridades chinesas discutem acordo para ampliar integração digital
O primeiro dia da agenda contou com dirigentes do Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e do China International Electronic Commerce Center (CIECC). Entre os presentes estavam:
- Xu Xingfeng, Diretor-Geral do CIECC/MOFCOM
- Li Jincheng, Diretor-Secretário
- Bai Chunhui, Cônsul Comercial da Embaixada da China no Brasil
As discussões avançaram sobre um Acordo de Cooperação e Intercâmbio Internacional de E-commerce, que prevê ações conjuntas em tecnologia, qualificação, logística e investimentos entre os dois países. O grupo brasileiro também apresentou iniciativas relacionadas à inteligência artificial, varejo phygital e economia digital.
Executivos de empresas como Anjun, Keeta e Kwai Brasil acompanharam o encontro.
Empresas globais se reúnem em evento sediado pela SHEIN
A agenda seguiu no dia 28 com o Encontro Empresarial de Cooperação de Comércio Eletrônico China–Brasil, realizado na sede da SHEIN, em São Paulo. Participaram representantes de Aliexpress, Kwai Brasil, Meituan, JD.COM, Anjun, Total Express, MasterInt Group, HeyShip, Freex Câmbio, Correios e LIDE China, além de organizações brasileiras como BR Trade, CECIEx, InvestSP, WEDROP e Sanfra Group.
Durante o encontro, o grupo brasileiro apresentou análises e aprendizados do Seminário de Padronização do E-commerce da China (AIBO/MOFCOM) e das visitas técnicas a Beijing, Hangzhou e Shanghai, que detalharam modelos de logística, interoperabilidade, pagamentos digitais e governança de dados adotados no país asiático.
As conversas também abordaram temas discutidos com o MDIC e o Congresso Nacional sobre a evolução regulatória do comércio eletrônico no Brasil, além de iniciativas de aproximação com entidades internacionais como FIRA (EUA), EuroCommerce, e representantes da Turquia, Indonésia, Hong Kong e Reino Unido.
Aproximação bilateral ganha novo impulso
As duas agendas reforçam o movimento brasileiro de ampliar o diálogo técnico com a China e buscar maior alinhamento regulatório e tecnológico para impulsionar o comércio eletrônico entre os países.






