DHL E-Commerce Trends Report 2025: inteligência artificial, redes sociais e sustentabilidade mudam as regras do jogo no varejo on-line

A edição 2025 do DHL E-Commerce Trends Report — pesquisa que ouviu 24 mil consumidores em 24 mercados, incluindo o Brasil — indica que a próxima onda de crescimento do varejo on-line dependerá menos de promoções relâmpago e mais da soma entre uma logística à prova de falhas, escolhas de consumo responsáveis e jornadas de compra guiadas por algoritmos.

Logo de saída, o estudo reforça um ponto que os varejistas conhecem — mas ainda subestimam: logística converte (ou destrói) vendas. No Brasil, 83 % dos compradores preferem receber o produto em casa; lockers e pontos de retirada permanecem quase irrelevantes. Globalmente, 81 % dos e-shoppers abandonam o carrinho se a opção de entrega predileta não aparece — e 79 % fazem o mesmo quando o processo de devolução não atende às expectativas. A confiança no operador também pesa: 81 % dos brasileiros simplesmente não concluem a compra se não confiam no provedor de entrega ou devoluções apresentado no checkout.

“É importante reconhecer que não existe apenas um tipo de consumidor on-line ou um tipo de mercado. As razões para o abandono do carrinho podem variar amplamente. Nosso Relatório de Tendências de E-Commerce analisa as tendências e desenvolvimentos que moldam as compras on-line em todo o mundo para ajudar nossos clientes a crescerem seus negócios. A logística desempenha um papel crucial nesse processo, e nos vemos como um parceiro vital, oferecendo a nossos clientes percepções, know-how e soluções adequadas para impulsionar seu sucesso”, afirma Pablo Ciano, CEO da DHL eCommerce.

Pressão verde — A agenda ESG deixou de ser diferencial e virou critério de compra. O Brasil figura entre os mercados mais sensíveis: 83 % dos entrevistados dizem que a sustentabilidade influencia a decisão de clicar em comprar. No recorte global, um em cada três consumidores já abandonou o carrinho por questões ambientais — sinal de que relatórios de pegada de carbono e embalagens recicláveis passam a ser tão estratégicos quanto preço e prazo.

A vitrine virou feed — O relatório confirma a migração da prateleira para as redes sociais. Tendências virais impactam diretamente 82 % dos shoppers globais, enquanto 62 % afirmam confiar mais em avaliações de outros usuários do que em anúncios tradicionais. Entre os chamados social shoppers, 67 % enxergam as plataformas como seu principal canal de compras até 2030, o que obriga as marcas a desenhar jornadas nativas para TikTok, Instagram e afins.

IA sem hype — Sete em cada dez e-shoppers querem recursos baseados em inteligência artificial para facilitar a descoberta de produtos. A lista de desejos inclui assistentes de compra (76 %), pesquisa por voz (72 %) e a adição automática de sugestões ao carrinho (70 %) . O apetite é puxado pelas gerações mais jovens, mas já contamina todo o funil de conversão.

O que isso significa para o varejo brasileiro? Frete e devolução transparentes, múltiplas opções sustentáveis e integração de custos no preço final tornam-se armas de fidelização; uma estratégia social-first — com live commerce e checkout in-app — deixa de ser piloto e vira operação; a IA deve sair do discurso e entrar em aplicações tangíveis, como provadores virtuais e recomendação preditiva; e a sustentabilidade precisa ser mensurável, com pegada de CO₂ visível no checkout e programas de embalagem reutilizável.

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