Douglas Norberto

Com foco em multicloud, segurança e FinOps, Oracle cresce e impulsiona ecossistema de parceiros

Nova edição do estudo ISG Provider Lens™ destaca o papel estratégico dos fornecedores na implementação, integração e gestão de soluções Oracle, impulsionando inovação e eficiência para empresas no Brasil

A Oracle está se fortalecendo cada vez mais como uma das principais empresas do setor de tecnologia. Segundo a nova edição do estudo ISG Provider Lens™ Oracle Cloud and Technology Ecosystem 2024, produzido e distribuído pela TGT ISG, a empresa vem crescendo na área de computação em nuvem, impulsionada por parcerias estratégicas e pela busca por soluções inovadoras para solucionar os desafios enfrentados pelas empresas em ambientes digitais, evoluindo o mercado de fornecedores de serviços. De acordo com o relatório, a Oracle está se consolidando entre os hyperscalers globais, com uma estratégia focada na integração entre múltiplas nuvens, agregada à segurança cibernética avançada e expansão de infraestrutura de dados com IA.

“As empresas precisam de soluções que garantam a comunicação entre diferentes fornecedores de nuvem. A Oracle está se destacando ao oferecer uma infraestrutura que permite essa flexibilidade e agregando segurança e alta performance”, comenta Cristiane Tarricone, distinguished analyst da TGT ISG e autora do estudo. Com a adoção crescente de ambientes multicloud, empresas enfrentam dificuldades para integrar diferentes fornecedores sem comprometer desempenho e segurança. Para solucionar esse problema, os fornecedores de serviços Oracle têm investido na interconexão entre diferentes nuvens, permitindo que seus clientes utilizem plataformas como AWS, Microsoft Azure e Google Cloud de forma unificada. Um dos principais diferenciais da empresa é a Oracle Cloud Infrastructure (OCI), oferecendo um custo menor e maior previsibilidade de preços, o que tem atraído cada vez mais clientes.

Uma das iniciativas mais relevantes nesse contexto é o Oracle Database@AWS, um serviço que permite executar bancos de dados Oracle dentro da infraestrutura da Amazon Web Services (AWS), que garante maior flexibilidade na otimização de custos e na segurança de dados de forma mais estratégica, sem comprometer a execução. Além disso, a empresa está construindo centros de dados Oracle Cloud Infrastructure (OCI) dentro dos principais hyperscalers, o que facilita a migração de cargas de trabalho entre diferentes ambientes de nuvem. 

FinOps é uma prioridade, pois as empresas avaliam os custos entre os hyperscalers. A cibersegurança e a privacidade de dados são críticas para indústrias reguladas; as soluções de nuvem privada e soberana da Oracle garantem total controle dos dados e conformidade regulatória. Além disso, as empresas estão modernizando suas operações com o Oracle Fusion Cloud Applications, unificando os processos financeiros e de RH para aumentar a agilidade e o desempenho”, explica a autora do relatório da TGT ISG.

Imagem: Cristiane Tarricone

Segundo o estudo, a segurança cibernética é um dos destaques deste ano. Com o aumento de ataques como ransomware, a empresa tem utilizado inteligência artificial para monitorar e proteger ambientes. “Com o aumento das ameaças digitais, os fornecedores de serviços Oracle têm priorizado soluções avançadas de segurança cibernética baseadas em inteligência artificial. Tecnologias como os ‘robôs de defesa cibernética’ atuam prevenindo acessos não autorizados, evitando a remoção indevida de dados, auxiliando empresas a se defenderem contra ameaças de ransomware e outros ataques cibernéticos sofisticados, criando um ambiente digital mais seguro e resiliente”, afirma Cristiane.

Além disso, a Oracle tem investido em novas formas de autenticação para eliminar senhas e tornar os sistemas mais seguros. O uso de biometria e métodos de validação automática promete reduzir vulnerabilidades e aumentar a proteção dos usuários e de seus dados. Com mais de 162 centros de dados ao redor do mundo, a companhia continua investindo na expansão da sua infraestrutura. 

Os resultados financeiros também mostram esse crescimento orgânico que a empresa vem tendo. “O crescimento de 9% na receita total, com lucro de US$ 14,1 bilhões, e a expansão das soluções baseadas em IA mostram que a empresa está capitalizando o momento de transformação digital do mercado”, afirma Tarricone. O segmento de serviços em nuvem e suporte de licenças registrou um crescimento de 12%, totalizando US$ 10,8 bilhões. O consumo de GPUs para inteligência artificial aumentou 336%, reforçando a importância das soluções baseadas em IA para o futuro da empresa.

O estudo trouxe um panorama do ecossistema de parceiros Oracle que atuam no Brasil, dando enfoque às empresas que se consolidaram como líderes em serviços de consultoria, implementação e gestão de soluções Oracle. Dentre elas estão: Accenture, Deloitte, KPMG, PwC, Wipro e Ninecon. Outras companhias, como SkyOne e G&P, foram classificadas como “Rising Stars”, indicando potencial de crescimento.

“Navegar na evolução da Oracle Cloud no Brasil envolve equilibrar desempenho, custo, governança de dados e cibersegurança em um mundo multicloud”, afirma Cristiane.  A previsão é que a receita total da Oracle Cloud ultrapasse US$ 25 bilhões em 2025, consolidando a posição entre os principais players do mercado de computação em nuvem. 

“O avanço da Oracle no setor de tecnologia é inquestionável. A empresa está liderando a transformação digital ao oferecer soluções multicloud eficientes, segurança digital avançada e infraestrutura de alto desempenho”, finaliza.

Versões personalizadas do relatório estão disponíveis na G&P e na Ninecon.

Corrida da IA: países disputam liderança e empresas buscam soluções inovadoras 

Professor Diogo Cortiz explora as múltiplas dimensões da IA, revelando como a tecnologia está moldando o futuro do mercado e da interação humano-máquina 

A inteligência artificial tem se consolidado como uma das mais impactantes transformações tecnológicas da sociedade atual, influenciando desde a economia global até o cotidiano das pessoas. Em uma análise abrangente sobre o tema, apresentada no evento Yalo Connect IA que reuniu líderes das maiores indústrias do Brasil, o professor, pesquisador e colunista do Uol, Diogo Cortiz, explorou as múltiplas dimensões da IA, destacando seus aspectos técnicos, geopolíticos e econômicos, resgatando a trajetória dessa tecnologia desde a década de 1950, traçando um paralelo com a história da computação, período marcado pelo entusiasmo do futuro e a desilusão da limitação da época. 

Diogo Cortiz no Yalo Connect IA 2025.

Dentre esse espectro, três fatores principais têm acelerado o desenvolvimento da IA: o aumento do poder computacional, a digitalização massiva de dados e a ascensão de ferramentas com inteligência artificial. O aprimoramento dessas ferramentas tornou o processamento de grandes volumes de informação mais eficiente, enquanto a digitalização, intensificada pela web e pelas redes sociais, gerou uma base imensa de dados para alimentar os modelos de IA. A inteligência artificial transformou a forma como a tecnologia é percebida e utilizada. 

“A IA já fazia parte da nossa vida, por meio de interfaces que a gente usava, sistemas de recomendação, sistemas de fraude. Já éramos bombardeados de inteligência artificial, mas de uma forma oculta. O que mudou é que agora já podemos notá-la, se tiver dados. E isso traz uma nova dinâmica para o mercado e para a sociedade”, explicou o professor Diogo Cortiz.  

Atualmente essa tecnologia inteligente pode ser usada como estratégia geopolítica, uma vez que países e blocos econômicos disputam a liderança no desenvolvimento e controle dessa tecnologia, tendo a IA como um diferencial competitivo para segurança nacional, inovação industrial e influência global. Estados Unidos e China (as maiores potências globais) são os principais protagonistas dessa corrida, investindo bilhões de dólares em pesquisas, infraestrutura e talentos especializados. Já a União Europeia busca equilibrar inovação com métodos de regulamentação, estabelecendo algumas normas que garantam o uso ético e responsável da Inteligência. 

Além disso, com a popularização de algumas ferramentas, a interação com a IA se tornou acessível, permitindo novas possibilidades de uso e ampliando seu impacto social. Essa rápida popularização evidencia que a IA não é apenas uma ferramenta tecnológica, mas uma mudança de paradigma, redefinindo a relação entre humanos e máquinas e abrindo caminho para novas aplicações em diversas áreas. 

Não só na mira de governos e instituições, o meio corporativo também vem investindo pesado no uso da IA para melhoria de eficiência e custos da indústria. Recentemente, a mexicana Yalo, plataforma inteligente de vendas, hoje também presente no Brasil, anunciou globalmente que vem desenvolvendo o primeiro agente inteligente de vendas capaz de atuar como um trabalhador digital que recria as habilidades de vendedores humanos. Essa solução já está sendo testada em algumas empresas e logo será lançada a versão beta com grandes marcas no Brasil e ao redor do mundo.  

“As empresas buscam soluções completas e não apenas ferramentas tecnológicas. Por esse motivo estamos trabalhando no desenvolvimento do primeiro agente de vendas 100% movido por IA. A ideia é projetar um membro adicional da equipe para cumprir missões específicas e criar uma força de trabalho digital que potencialize e complemente as equipes humanas”, mencionou Manuel Centeno, General Manager da Yalo no Brasil.