Luiza Lamas

Repórter especializada em Tech e Inovação do Newly. Jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo. Tem atuação na produção de reportagens especializadas com recorte de gênero. Também é entusiasta da Literatura e dos Direitos Humanos, com alguns cursos livres na área. Tem se dedicado a estudar o pensamento e protagonismo indígena.

Impulsionado pelo setor de serviços e pelas mudanças nos hábitos do consumidor, varejo alimentício está mais heterogêneo, detalha NRF 2025

Clubes de atacado, canais de desconto, drive-thrus e até a TV têm ganhado espaço no setor de alimentação, enquanto clientes preferem opções de comidas rápidas

NRF 2025 – Foto por Thábata Mondoni

O varejo alimentício vem apresentando transformações profundas na maneira de existir se considerarmos os últimos dez anos. Devido às mudanças de hábitos dos consumidores e aos avanços tecnológicos, a divisão antes nítida sobre compras em restaurantes e compras em supermercado tem se perdido, deixando o setor mais heterogêneo. De acordo com a pesquisa “Retail Reinvention: A Framework for Future Growth”, elaborada pela Euromonitor em parceria com a National Retail Federation (NRF) e apresentada com exclusividade na NRF Retail’s Big Show 2025, apesar de, em 2023, 72% das vendas globais de alimentos terem vindo de supermercados, mercearias e hipermercados locais, esses setores têm compartilhado espaço com atacadistas de desconto, clubes de compra, e-commerces de alimentos e serviços de alimentação por entrega, retirada ou drive-thru

“Os drive-thrus estão se expandindo para além de redes tradicionais de fast food e agora são adotados por cafeterias, padarias e até restaurantes casuais. Outra tendência importante é a fusão do varejo com serviços de alimentação. Isso inclui o aumento de estações de refeições prontas em supermercados e a integração de cozinhas ‘ghost kitchens’ em grandes redes de supermercados. Essas são operações culinárias que preparam refeições exclusivamente para entrega ou retirada, muitas vezes compartilhando espaço com outras marcas para reduzir custos”, explica Michelle Evans, Global Lead, Retail and Digital Consumer Insights na Euromonitor International e autora do estudo, que dedicou uma palestra no evento sobre a pesquisa. 

Michelle Evans – Foto por Thábata Mondoni

Segundo ela, a busca dos consumidores por conveniência, custo-benefício, saúde e sustentabilidade, especialmente na América do Norte, está transformando a maneira como eles compram e consomem alimentos. Um exemplo disso é o fato de que, no mundo, 60% dos clientes dizem que preferem marcas que demonstram compromisso com práticas sustentáveis. Eles também estão dispostos a pagar mais por produtos mais nutritivos e que tenham sabor superior, assim como preferem alimentos produzidos localmente. Neste cenário, o desafio para os varejistas é garantir conveniência para o consumidor em tudo o que ele deseja e precisa e, neste ponto, a digitalização ocupa posição central.  

Michelle sugere que a tecnologia será essencial para o crescimento contínuo do varejo alimentar, seja no espaço físico ou digital, pois ela ajuda a melhorar a experiência do cliente. O estudo conduzido por ela mostra que 58% dos consumidores já fazem pesquisas pelo celular antes de realizar compras relacionadas à alimentação, o que há dez anos atrás não acontecia. Além disso, para 2025, há um crescimento esperado de 5% nas compras de alimentos online. “Isso já está acontecendo nas lojas maiores, que é: a compra começa no digital, mas termina na loja física. O cliente pesquisa pelo site ou aplicativo do restaurante, mas vai até a loja ver o produto e ter a experiência de estar lá, sentar ali e passar um tempo. O espaço físico vira então um hub de experiências, que dá a oportunidade de experimentar produtos e ter alguém para atender e garantir um serviço personalizado, assistido”, comenta Pedro Albuquerque, co-fundador e Diretor de Novos Negócios da RPE – Retail Payment Ecosystem, empresa especializada em soluções de meios de pagamento.

Pedro Albuquerque – Foto por Thábata Mondoni

Esse movimento sugere uma nova dinâmica no varejo, que está investindo em marcas próprias, enquanto as marcas estão agindo mais como varejistas, estratégia utilizada para fidelizar clientes e criar mais identidade, além de oferecer mais margem de lucro quando bem aplicada. Além de ser possível praticá-la em todas as partes da jornada de compra, ela tem papel especial na etapa de pagamento. “Uma jornada de pagamento fluida, sem atrito, pode ser a cereja do bolo para um processo de compra positivo. O varejista também pode oferecer cartões próprios que garantam descontos ou mais facilidade de pagamento, como um parcelamento maior. A depender da necessidade do cliente, também é possível garantir linhas de crédito ou empréstimos”, explica Albuquerque.

Para o especialista, o mais interessante para o varejista é criar um plano de negócios de acordo com a realidade dele para garantir estruturação financeira, mitigação de riscos e uma estratégia que leve em consideração as especificidades do mercado de varejo alimentício. “A RPE consegue auxiliar o varejista na elaboração de um plano de negócios para a estruturação financeira e oferecer uma plataforma de tecnologia de ponta a ponta para que ele possa operar um produto no varejo. Além disso, damos todo o suporte para que ele faça a gestão da operação. A plataforma é white label, então consegue operar em supermercados, hipermercados… Isso vai garantir eficiência operacional, tecnologia e uma jornada de consumo mais fluida e facilitada para o cliente, sem atritos”. 

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Países emergentes estão incorporando serviços de valor agregado ao varejo para impulsionar vendas, destaca NRF 2025

Oferecer serviços de finanças, como cartões de loja, co-branded ou de benefícios ajudam a melhorar a experiência de compra, aumentar a taxa de conversão e o ticket médio 

NRF 2025 – Foto por Thábata Mondoni

Países emergentes têm incorporado serviços de valor agregado ao varejo tradicional para impulsionar vendas, melhorar a experiência de compra, aumentar a taxa de conversão e o ticket médio dos negócios, de acordo com uma pesquisa exclusiva apresentada na NRF Retail’s Big Show 2025, chamada “Retail Reinvention: a Framework for Future Growth” e elaborada pela Euromonitor International em parceria com a National Retail Federation (NRF). De acordo com o estudo, isso se dá porque, nestes locais, é mais comum que se confie no setor varejista do que nos próprios bancos. Nestes territórios, algumas das alternativas utilizadas têm sido cartões de loja, co-branded ou cartões de benefícios.

“Os serviços financeiros no varejo são, com certeza, uma das melhores estratégias de cross-selling que um varejista pode e deve adotar. Nestes casos, o serviço financeiro acaba sendo complementar a algum produto que o cliente já adquiriu. Um cartão de loja, por exemplo, ajuda a fidelizar os clientes ao mesmo tempo que dá a ela melhores condições de pagamento, como parcelamentos ou descontos, além de um limite maior no cartão. O benefício recai tanto para o varejista quanto para o consumidor”, comenta Pedro Albuquerque, co-fundador e diretor de Novos Negócios da RPE – Retail Payment Ecosystem.

Pedro Albuquerque – Foto por Thábata Mondoni

Um dos destaques da pesquisa é o crescimento do comércio eletrônico no varejo. A projeção é que, com a digitalização, esse setor represente 56% das vendas globais nos próximos cinco anos. Ao mesmo tempo, o e-commerce compartilha espaço com novos modelos de negócio, como marketplaces, vendas diretas e redes sociais. De acordo com o estudo, o mercado de marketplaces expandiu US$1,2 trilhão de 2018 a 2023, crescendo 10 vezes mais rápido do que o setor varejista em geral.

Outro fator que está transformando o varejo é a maior personalização da jornada de compra a partir do uso de dados do consumidor. Aliás, os clientes estão mais exigentes: seja no varejo físico ou online, eles buscam melhores recomendações de produtos, ofertas exclusivas, uma jornada de pagamento fluida e uma compra otimizada. Segundo a pesquisa, 1 em cada 5 pessoas quer experiências de compra personalizadas, adaptadas às preferências individuais.

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“O combo para a construção de uma relação positiva do varejista com o cliente depende de vários fatores, como garantir uma experiência fluida e otimizada durante a venda, facilitar o pagamento das compras e proporcionar mais acesso ao crédito, além de um bom CRM para entender o comportamento do consumidor. Isso pode ser feito durante toda a jornada de compra, desde a busca pelo produto até o pós-venda. A partir da coleta e análise dessas informações, é possível entender, por exemplo, se no pagamento o lojista deve oferecer um cartão de loja ou um serviço de empréstimo e financiamento ao cliente, de acordo com o que ele precisa”, explica Albuquerque.

Segundo o relatório “Retail Reinvention: a Framework for Future Growth”, encontrar promoções também é um fator decisivo para que o consumidor decida ou não por uma compra. Além disso, a qualidade do produto e valores como a sustentabilidade têm levado os consumidores a desistirem ou não de levar um item. De acordo com a pesquisa, 30% compram de marcas que apoiam questões sociais e políticas alinhadas com seus valores, e 25% podem chegar ao ponto de boicotar marcas que não compartilham essas crenças. “As pessoas, principalmente as da Geração Z, estão cada vez menos monogâmicas. Elas gostam de uma marca, mas se tiver uma outra opção com um produto parecido que tenha preço melhor, elas vão para a outra”, diz Pedro Albuquerque. 

Michelle Evans – Foto por Thábata Mondoni

Segundo Michelle Evans, Global Lead, Retail and Digital Consumer Insights na Euromonitor International e autora do estudo, “grande parte das mudanças no comportamento de compra é impulsionada pela digitalização. Com a proliferação de canais, há cada vez mais opções disponíveis, então do ponto de vista de varejistas e marcas, isso representa um desafio, já que os consumidores esperam que estejam presentes em mais lugares. Por sua vez, isso exige estratégias de distribuição mais complexas para as marcas e maior presença dos varejistas em diversas plataformas. Além disso, os varejistas estão expandindo suas marcas próprias, o que traz implicações para as marcas tradicionais. Antes, as marcas fabricavam produtos e os vendiam para os varejistas, que os distribuíam. Mas, em um cenário onde os varejistas têm mais controle, o que isso significa para as marcas?”, reflete a especialista. 

A pesquisa conclui que, lentamente, o varejo está sendo redefinido. Antes, as lojas físicas eram o principal meio para os consumidores adquirirem produtos, mas hoje não há mais essa hegemonia. A evolução da tecnologia e o avanço da digitalização também estão invadindo o setor, obrigando-o a se reinventar para atender as necessidades e expectativas do consumidor. “O varejo sempre esteve e vai continuar na vanguarda das inovações, inclusive se posicionando na frente dos bancos, pois é capaz de fornecer um crédito melhor e mais rápido aos consumidores. Então, ele continuará fazendo o que já começou: contando com a expertise e integrando tecnologias avançadas para entender o comportamento do cliente e oferecer a melhor jornada de compra possível a ele”, comenta Albuquerque. 

Escola da Nuvem participa de painel sobre mulheres líderes e o impacto de times diversos nas empresas na Futurecom 2024

Com participação da CRO Ana Letícia Lucca, agenda Mulheres Conectadas discutiu a importância de haver equipes diversas nos mercados de Tecnologia e Telecomunicações

A Escola da Nuvem, organização social sem fins lucrativos que tem o propósito de formar e empregar jovens em situação de vulnerabilidade para carreiras em computação em nuvem, participou da Futurecom 2024, o maior evento de tecnologia da América Latina, na última terça-feira, 8 de outubro, no São Paulo Expo. Ana Letícia Lucca, CRO da Escola da Nuvem, esteve no MeetUp Mulheres Conectadas para discutir o impacto e a importância de times diversos nos mercados de Tecnologia e Telecomunicações, assim como a presença de lideranças femininas nas equipes. Ao lado dela, estiveram mais treze mulheres líderes, em um bate-papo sobre desafios e oportunidades no mercado de trabalho.

Ao longo do encontro, as lideranças puderam compartilhar suas experiências e vivências, além de algumas barreiras que enfrentam no dia a dia de trabalho, como ser mulher em um mercado majoritariamente masculino. Porém, esse fator não é restrito somente aos setores de Tecnologia e Telecomunicações. O Panorama Mulheres 2023, produzido pelo Talenses Group e pelo Insper, mostrou que, no Brasil, somente 17% dos cargos de presidência são ocupados por mulheres, enquanto nos conselhos esse número chega a 21%. Já a participação das mulheres nas diretorias executivas fica em 26%. Há ainda um recorte de raça feito pela pesquisa, mostrando que quando a presidência da empresa é masculina, 4,1% das diretoras mulheres são negras. Quando há uma mulher como presidente na organização [não especificando se ela seria branca ou não-branca], esse número sobe para 17,9%.

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Cientes desse cenário e com entusiasmo para transformar essa atmosfera de baixa presença feminina no mercado, cada participante do meetup compartilhou ações efetivas realizadas pelas empresas em que trabalham sobre o assunto. Letícia Alcântara, Diretora Executiva na Fiabilité, por exemplo, comentou que mensalmente são realizadas agendas de feedbacks para estimular a escuta feminina, gerando espaço de fala e posicionamento das mulheres. A empresa também investe em mentorias para fortalecer a cultura de respeito à mulher. Já Gizele Nisi, co-fundadora da Multiway Infra, compartilhou que, atualmente, 37% dos colaboradores na empresa são mulheres, disseminadas em todos os níveis de trabalho.

As especialistas presentes no painel também montaram um plano de ação efetivo para a inserção de mais mulheres no mercado de Tecnologia e a consolidação delas enquanto autoridade. Entre as ações propostas estão: dar notoriedade e voz à mulher no ambiente de trabalho masculinizado, prestando apoio; contenção de assédio horizontal – quando ocorre de uma mulher assediar outra mulher; que as empresas realizem reuniões mensais inclusivas e que gerem demandas de melhoria, com foco na implementação de programas e processos para elevar a autoridade das mulheres; processos seletivos paritários entre homens e mulheres, garantindo que haja o mesmo número de candidatos de ambos os gêneros; sugestão do rodízio de atividades que são, na maioria das vezes, realizadas por mulheres, como a confecção de ata em reuniões; criação de um grupo de trabalho para estreitar as parcerias entre empresas que apoiam a inclusão da mulher no mercado de tecnologia; mentoria para desenvolvimento de liderança para homens e mulheres; desenvolvimento de indicadores para que as conquistas sejam celebradas.

“A experiência foi muito positiva, porque olhar para mulheres que estão nesse segmento, lutando por esse espaço, lutando para construir esse espaço e junto a isso conseguir mostrar como a Escola da Nuvem tem agido e trabalhado para incentivar contratações de mulheres, desenvolvendo mulheres para liderança, foi muito inspirador. Quando eu olho para os profissionais da Escola da Nuvem, bem como para todas as ações que estamos fazendo para contribuir com a inserção de mulheres no mercado de tecnologia, me sinto motivada a continuar trabalhando neste propósito. Saímos de lá com várias ideias e ações que podemos aplicar desde já, desde mudança de postura, movimento de contratação, vagas afirmativas, até ações que o mercado já está fazendo, mas que podemos aprofundar e acelerar um pouco mais para cada vez mais preparar e trazer mulheres para o mercado de tecnologia” conclui a especialista Ana Letícia.

Além da CRO da Escola da Nuvem, também participaram do painel Fátima Primati, membra do Conselho Deliberativo da MCIO Brasil; Ione Garcia, presidente da MCIO Brasil; Gabrielly Lessa, sócia fundadora da Lessa e Lima Associados; Rosana Zago, Gerente Digital e de Inovação da San Martino; Leandra Garcia, Gerente Operacional da maior agência comercial dos Correios no Brasil; Regiana Veloso, CIO no Telhanorte; Letícia Alcântara, Diretora Executiva na Fiabilité; Ana Cerqueira, líder na Woncy Brasil; Renata Bolsoni Peres, Gerente de TI na Santos Brasil; Gizele Nisi, co-fundadora da Multiway Infra; Ana Paula Corazzini, CEO da ELGIN; e Thábata Mondoni, CEO da agência Mondoni Press e Diretora de Marketing da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC).  

Fonte: Mondoni Press.

Projeto convida sociedade a ajudar a impulsionar carreira de pessoas em situação de vulnerabilidade em TI

Ação é oportunidade para empresas públicas, privadas e indivíduos atuarem em prol da transformação da sociedade por meio do acesso à educação e emprego

No Brasil, 19,7 milhões de pessoas vivem hoje em lares com renda per capita de trabalho de até ¼ do salário mínimo, segundo dados do Boletim Desigualdade das Metrópoles. Isso representa rendimento de aproximadamente R$353 por pessoa e explicita que pelo menos 23,1% da população está agora em situação de vulnerabilidade. Além disso, dos 9,4 milhões de jovens entre 14 e 24 anos que habitam o Brasil, 5,2 milhões deles estão desempregados, o que representa 55% dessa população. Entre eles, 52% são mulheres e 66% são pretos e pardos. Já os que não estudam nem trabalham chegam a ser 7,1 milhões de jovens, sendo que 60% são mulheres e 68% pretos e pardos, de acordo com os dados de um estudo feito pela Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Com o objetivo de transformar essa realidade e mirando nas oportunidades que uma carreira em Tecnologia da Informação proporciona, já que esse mercado deve ter crescimento de 12% em 2024, segundo previsão da IDC, a Escola da Nuvem, uma organização social sem fins lucrativos que busca formar e empregar pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica para seguirem carreiras em computação em nuvem, está chamando a sociedade a ajudar a impulsionar a carreira dessas pessoas por meio de uma campanha de financiamento coletivo.

Hospedada na plataforma Benfeitoria, a ação tem o objetivo de diversificar as fontes de receita da ONG, que hoje é mantida com o patrocínio de empresas parceiras de Tecnologia. Ao longo de aproximadamente dois meses de campanha, espera-se impactar mais de mil apoiadores para garantir que pelo menos cinquenta pessoas tenham a chance de se formar pela Escola da Nuvem de forma totalmente gratuita. A formação contempla certificação para atuar com a nuvem AWS, por meio do programa AWS re/start 1, que aborda conteúdos técnicos, como tecnologia de nuvem AWS; e também abordar questões comportamentais e visão de negócios, como aulas sobre ética no trabalho, imagem e marca pessoal, construção de currículo, estratégias para entrevista de emprego e desenvolvimento de carreira. Depois, esses alunos ainda serão preparados para o mercado de trabalho e encaminhados para vagas de emprego em níveis iniciais, como juniores ou trainee, e acompanhados neste processo.

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“Nesse tipo de campanha, que olha para os projetos sociais, a participação de todos é muito importante, porque o financiamento coletivo permite que recursos educacionais de qualidade voltados para o setor de Tecnologia da Informação cheguem para pessoas que muitas vezes não teriam essa oportunidade. Quem participar, estará abrindo portas e poderá fazer uma diferença significativa na vida de cada aluno. Eu acredito sinceramente que o envolvimento em campanhas desse tipo fortalece o senso de comunidade dos indivíduos e promove a responsabilidade social. Afinal, quando nos unimos para apoiar causas importantes, criamos uma rede de solidariedade que ultrapassa até barreiras geográficas e sociais. Essa colaboração não só beneficia as pessoas diretamente impactadas pelo projeto, mas também inspira outras pessoas de maneira positiva, pois investir na educação é investir no futuro, já que ela é a base para o desenvolvimento sustentável e o progresso social”, comenta Ana Letícia Lucca, CRO da Escola da Nuvem.

Ela explica ainda que o trabalho da Escola da Nuvem não se limita apenas à formação tecnológica dos indivíduos, e diz que os estudantes também recebem acompanhamento contínuo e próximo até estarem seguros, adaptados e confortáveis no mercado de trabalho. “Quando o aluno se forma tecnicamente, ele passa a se apresentar para o mercado de trabalho, junto com o apoio da Escola da Nuvem, a fim de gerar oportunidades de emprego. A Escola da Nuvem prospecta empresas contratantes daquele perfil no momento e busca mantê-lo motivado e antenado com os temas do mercado de trabalho, oferecendo conteúdos mensais para que ele continue informado sobre a área de Tecnologia. Depois, quando ele consegue a oportunidade de trabalho, nós o ajudamos a fazer a leitura dos movimentos certos no mercado, por exemplo, de feedback e mindset ágil, para que ele já comece a gerar resultados para a empresa. Paralelamente, auxiliamos as empresas no objetivo de entender a melhor maneira de desenvolver esse público em situação de vulnerabilidade, e como elas podem se tornar mais inclusivas. Afinal, estamos trabalhando com pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades daqueles que estão contratando. Então, quando fazemos esse projeto de parceria, entregamos um pool de serviços de capacitação para o parceiro estar apto a fazer as contratações de diversidade e inclusão social”, elabora a especialista.

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Quem participar da campanha de financiamento coletivo em prol da formação e empregabilidade das pessoas impactadas pela Escola da Nuvem pode doar qualquer quantia. A depender do valor da contribuição, é possível ainda garantir algumas recompensas exclusivas, como selos personalizados, certificado de apoiador, camiseta da Escola da Nuvem e até o acesso a palestras online e ao vivo sobre Diversidade e Inclusão. Segundo Ana Letícia, a escolha da plataforma para realizar o financiamento, a Benfeitoria, foi pensada com responsabilidade e carinho. “É uma plataforma idônea, que busca entender a seriedade do projeto e exatamente onde o dinheiro será investido. Dessa forma, ela possibilita a quem participar do projeto fazer um trabalho de impacto, tendo clareza sobre para onde os recursos estão indo, quais são os fins deles e a certeza de que está investindo num projeto confiável. O maior benefício que as pessoas têm é o de uma contribuição para a construção de uma sociedade melhor”, complementa.

Desde a fundação, a Escola da Nuvem já formou mais de 4500 alunos. Só em 2023, foram mais de 3.400 alunos capacitados tanto em Nuvem AWS quanto Microsoft, sendo que 83% das pessoas que seguiram para a etapa de empregabilidade já conseguiram emprego. Para pessoas ou empresas que queiram realizar uma doação, basta acessar o link da campanha: https://benfeitoria.com/projeto/escoladanuvem

Fonte: Mondoni Press.

Avanade e Escola da Nuvem formam gratuitamente pessoas em situação de vulnerabilidade em Microsoft e IA

Alunos estudam fundamentos de IA Generativa e Microsoft Azure (AZ-900), além de aulas de habilidades corporativas e desenvolvimento de carreira

A Avanade, principal fornecedora global de serviços digitais, nuvem e consultoria, soluções de indústria e experiências guiadas pelo design no ecossistema Microsoft, estabeleceu uma parceria com a Escola da Nuvem, organização social sem fins lucrativos que busca desenvolver profissionais e empregar talentos para carreiras em Tecnologia da Informação, com objetivo de formar três turmas de alunos em Microsoft gratuitamente. As aulas online já estão acontecendo e os alunos estão estudando para obter conhecimentos sobre a nuvem Microsoft, inteligência artificial e IA generativa.

O programa é oferecido por instrutores certificados e aborda conceitos gerais de tecnologia, incluindo conceitos de rede, armazenamento e plataforma de Nuvem. Ao final da formação, os alunos vão adquirir certificação Microsoft Azure AZ-900 e AI-900, além de terem aulas sobre desenvolvimento de carreira, currículo e outros assuntos relacionados às habilidades comportamentais para a área de Tecnologia.

A colaboração surge por conta do compromisso da Avanade com a Cidadania Corporativa. A empresa tem uma área dedicada a esse tema com o propósito de causar impacto sustentável nos jovens, nas comunidades sub-representadas e no meio ambiente. Patricia Valloni, Líder de Cidadania Corporativa para Mercados em Crescimento da Avanade, comenta que a parceria visa desenvolver talentos emergentes em áreas STEM (ciências, tecnologia, engenharia e matemática). Ela afirma: “Como empresa responsável, faz parte de nossa missão inspirar e desenvolver as lideranças do futuro, promovendo ações que gerem um impacto humano genuíno”.

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Além disso, a Avanade reconhece a importância de capacitar profissionais em tecnologia, pois conforme evidenciado pela recente pesquisa “Panorama do Capital Humano Brasileiro em Tecnologia”, realizada pela ANCHAM em parceria com a Accenture, 97% das empresas enfrentam dificuldades para preencher vagas relacionadas à tecnologia, o que destaca a necessidade crítica de qualificação nesta área. Nesse contexto, a formação oferecida pela Escola da Nuvem também prepara os formandos para o mercado de Tecnologia: ao final do curso, eles são indicados para trabalhar em empresas parceiras de contratação da ONG e têm a oportunidade de conseguir o primeiro emprego na nuvem, como de analista júnior, trainee ou estagiário.

Com o apoio da Avanade, os alunos tem a oportunidade de refletir sobre seus caminhos profissionais, facilitando a transição para o mercado de trabalho e contribuindo para a diversidade no setor. Segundo Patricia, “o objetivo é causar um impacto positivo e duradouro, desenvolvendo as lideranças do futuro e promovendo a inclusão e a diversidade no setor de tecnologia. A parceria com a Escola da Nuvem reforça nosso compromisso com as instituições educacionais e sem fins lucrativos, conectando educação e oportunidades profissionais de maneira significativa”, comenta.

“Essa parceria foi pensada justamente para trazer mais oportunidades de emprego para essas pessoas”, destaca Ana Leticia Lucca, CRO da Escola da Nuvem. No ano de 2023, a Escola da Nuvem formou mais de 3.400 alunos no total, tanto em Nuvem Microsoft quanto AWS, sendo que 83% das pessoas que seguiram para a etapa de empregabilidade já conseguiram emprego. Um novo ciclo de inscrições para turmas de Microsoft também se iniciará em agosto deste ano. Para mais informações, basta acessar a página de cursos da Escola da Nuvem e se inscrever na lista de interesse. 

Fonte: Mondoni Press.