Quarta fase do Open Banking acarretará grandes desafios para instituições financeiras no que diz respeito a QA, alerta especialista

Com 1 milhão de consentimentos para compartilhar dados, Banco Central institui prazo para instituições financeiras registrarem APIs devidamente certificadas.

Na quarta-feira (15), entrou em vigência a quarta fase de implementação do Open Banking, que permite que as instituições financeiras compartilhem dados de produtos relacionados a investimentos, seguros, previdência e câmbio, expandindo o tráfego de informações. De acordo com o Banco Central (BC), até o momento, o sistema financeiro já dispõe de um milhão de autorizações para o compartilhamento de dados.

Segundo Everton Arantes, CEO da Prime Control – empresa de tecnologia especializada em Quality Assurance (QA) e Robotic Process Automation (RPA) – esse último estágio de implementação deve ocasionar grandes desafios para as instituições financeiras no que diz respeito aos processos de qualidade de software do Open Banking. “Nesta fase, entrarão várias outras especificações no escopo, ampliando o fluxo de dados nas APIs e é possível observar uma complexidade muito alta nos requisitos, nas normas e diretrizes. Tem um conjunto de regras, SLA’S e aspectos de segurança muito fortes para serem tratados”, explica.

Em conformidade com o cronograma divulgado pelo BC, as instituições financeiras  precisam registrar as interfaces encarregadas pela transação de dados, devidamente certificadas, até o dia 25 de março de 2022, no Diretório de Participantes das APIs relativas a produtos e serviços do Banco Central.

Para Arantes, uma das questões mais fortes no Sistema Financeiro Aberto é a segurança. “É vital ter uma estratégia muito robusta e ampla para a validação de todos os aspectos de segurança estabelecidos nas políticas do Open Banking. É necessário garantir ambientes adequados para testes, para produção, para simulação de situações de performance, para simulação de integrações adequadas e, ao mesmo tempo, assegurar que o Open Banking não deprecie o desempenho que as organizações já têm hoje”, comenta.

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De acordo com o especialista, é crucial que as instituições financeiras busquem por uma construção de abrangência de testes em 360 graus, que possibilita uma visão integrada de toda a cobertura do Open Banking, assegurando o atendimento integral das especificações do BC e as devidas variações de cenários.

“O segredo dos testes de performance é um excelente planejamento, pois é necessário prever vários fatores, tais como o desempenho esperado de cada cenário, a composição de usuários dentro destes cenários e a configuração do ambiente para simulações mais próximas da realidade. Então, o planejamento, a estratégia, a preparação do ambiente, a preparação das massas de dados a serem utilizadas nos testes são apenas alguns dos elementos importantes para uma boa mensuração da capacidade de carga”, explica.

Dividida em duas etapas, a quarta fase agregará ao Open Banking, em 2022, dados financeiros pessoais dos usuários que compreendem câmbio, previdência complementar aberta, investimentos e seguros.

“A tendência é só crescer. Tem diversas melhorias e funcionalidades que vão entrar no sistema financeiro ao longo do tempo e, para que seja possível suportar esse crescimento do Open Banking, é necessário ter, desde já, uma gestão muito forte de requisitos e uma estratégia de exposição e governança de APIs”, finaliza Arantes.

Fonte: Mondoni Press

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