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Top Trends da Cibersegurança para 2025 

Confira a lista com alguns dos principais pontos que estarão em alta no ano de 2025 e expansão dos crimes cibernéticos levanta alerta 

Os ataques cibernéticos aumentam globalmente, acompanhando a crescente presença de dispositivos conectados em praticamente todos os aspectos da vida cotidiana.  

Essa realidade revisitou a necessidade emergente de uma segurança digital robusta, indo além de simples firewalls ou antivírus. Ela envolve uma abordagem integrada que considera desde a conscientização dos usuários até o investimento em tecnologias avançadas, como cyber threat intelligence (CTI), inteligência artificial e criptografia quântica. 

Em um levantamento recente, a Apura Cyber Intelligence, especializada em segurança cibernética e apuração em meios digitais, destacou algumas das principais tendências e ameaças que estarão como “top trends” em 2025.  

“A globalização dos crimes cibernéticos, que já causam perdas de bilhões de dólares, é apenas o início de uma série de desafios que vão desde ameaças à vida humana até impactos de natureza econômica e reputacional. A transformação digital tornou a cibersegurança uma pauta central para governos e corporações, exigindo investimentos não apenas em novas tecnologias, mas também em educação e conscientização”, explica Sandro Suffert, CEO da Apura. 

Sandro Suffert, CEO da Apura.

Abaixo, listamos as principais tendências para 2025: 

1 – Novas formas de autenticação  

Uma das tendências emergentes mais significativas é a migração para soluções de autenticação mais robustas. Com a vulnerabilidade das senhas já exposta por uma série de vazamentos, métodos como a autenticação biométrica e dispositivos de segurança como as chaves FIDO2 ganham terreno. Gigantes da tecnologia como Microsoft, Google e Apple já adotaram essas soluções para reduzir a dependência das tradicionais senhas, ampliando a segurança para usuários finais. 

2 – IA: dos “bandidos” aos “mocinhos” 

A inteligência artificial (IA) está pavimentando um novo caminho na cibersegurança. Enquanto agentes maliciosos aprimoram os ciberataques com a ajuda de IA, criadores das defesas digitais estão igualmente acelerando o desenvolvimento de ferramentas mais eficazes para identificação e mitigação de ameaças.  

“Um exemplo está nas técnicas de deepfake, por exemplo, que utilizam inteligência artificial e permitem criar vídeos, imagens ou áudios falsificados de maneira extremamente realista. Elas são usadas para manipular o que as pessoas dizem ou fazem, com o objetivo de enganar indivíduos e empresas, e também podem ser usadas para tentar burlar as ferramentas de autenticação biométrica facial. Esse certamente será um grande desafio em 2025″, ressalta Sandro Suffert. 

“Outro obstáculo será as mensagens direcionadas de phishing — como no “spear phishing”, onde os atacantes se concentram em vítimas específicas com informações personalizadas, e no “business email compromise” (BEC), em que criminosos se passam por executivos para fraudar transferências financeiras — que se tornarão ainda mais personalizadas e difíceis de identificar, à medida que as IAs avançam em sua capacidade de emular comportamentos humanos”, completa Suffert. 

3 – Novas e velhas táticas: a expansão do ciberterrorismo 

O aumento do ciberterrorismo, que objetiva desiludir e desestabilizar adversários mediante ataques cibernéticos, e o surgimento de campanhas de espionagem digital que visam o roubo de informações proprietárias, são sintomas de um cenário global cada vez mais volátil, alimentado por tensões geopolíticas e interesses econômicos  

Dispositivos IoT e sistemas industriais serão os alvos preferenciais dos grupos ciberterroristas, ao controlarem infraestrutura crítica e armazenarem dados sensíveis. Entre os ataques crescentes está o de negação de serviços (DDoS), movidos por redes de dispositivos vulneráveis, que representam um perigo crescente. 

4 – Novas leis setoriais 

No plano regulatório espera-se um reforço significativo de políticas e leis de cibersegurança específicas para vários setores vitais, como finanças, saúde e indústria. Tais medidas são impulsionadas pela necessidade de proteger dados sensíveis, ao mesmo tempo que desencorajam práticas como o pagamento de resgates em ataques de ransomware. 

6 – Segurança com diferencial de mercado 

Mais que proteção, as organizações comprometidas com a segurança digital podem conquistar vantagem competitiva, ganhando a confiança de consumidores e investidores. A crescente conscientização sobre a importância da cibersegurança fará dessa área um diferencial estratégico no mercado. 

7 – Educação e Conscientização 

Seguindo o senso de urgência no combate às complexas ameaças e golpes online, a educação e a conscientização em cibersegurança se tornam investimentos vitais. Tanto as corporações quanto os governantes devem priorizar meios de educar a população para criar uma defesa mais abrangente e resiliente contra a cadeia de ameaças cibernéticas. 

8 – Gestão, monitoramento e proatividade em cibersegurança 

À medida que as ameaças cibernéticas se tornam mais sofisticadas, a gestão das ferramentas de segurança e a identificação de falhas em tais ferramentas começam a representar desafios críticos para as organizações. Em 2025, a busca pela exploração de lacunas nessas proteções se intensifica, exigindo uma vigilância constante e uma atuação proativa para evitar consequências devastadoras. 

O impacto da cibersegurança em 2025 e para os próximos anos 

Os números são claros: a cibersegurança está no centro das prioridades globais. Segundo a Statista, o mercado global de cibersegurança deve crescer, e muito, atingindo US$ 14,3 bilhões até final de 2025. Esse aumento reflete não apenas a necessidade de proteção, mas também a conscientização sobre os impactos sociais e econômicos das ameaças digitais. 

“No complexo corredor da era digital que nos aguarda, a cibersegurança será um pilar para a proteção de dados e para a estabilidade social e econômica global”, conclui Suffert. 

Escola da Nuvem supera meta e forma mais de 3 mil alunos pelo AWS re/Start 

Programa oferece capacitação gratuita e em nível básico para grupos sub-representados que queiram seguir carreira em computação em nuvem 

A Escola da Nuvem superou a meta proposta pela AWS para o ano de 2024 e formou gratuitamente 3119 pessoas no Programa AWS re/Start, focado em capacitar e empregar pessoas em situação de vulnerabilidade social, grupos sub-representados ou pessoas desempregadas para iniciarem uma carreira em computação em nuvem. O objetivo inicial era formar pelo menos 2575 indivíduos. Deste número total de formados, 1300 alunos ainda conquistaram a certificação AWS Cloud Practitioner, que valida o conhecimento sobre a nuvem e é a porta de entrada para a conquista de um emprego na área. 

“É uma grande alegria para nós termos batido essa meta proposta pela AWS, que é nossa parceira há mais de dois anos. Acredito muito no poder transformador da nuvem, da educação e do impacto social, então fico muito grata por termos conseguido atingir de forma positiva a vida de tantas pessoas. E agora, vamos por mais, evoluindo e melhorando cada vez mais nossas entregas para que nossos alunos se preparem para o mercado de trabalho em Tecnologia”, comenta Ana Letícia Lucca, CRO da Escola da Nuvem.  

O AWS re/Start é um curso prático em que os alunos desenvolvem habilidades iniciais em Linux, Python, redes, segurança, banco de dados, automação e habilidades sobre a nuvem AWS. Além do conhecimento técnico, eles obtêm treinamentos para desenvolver habilidades sociais no mercado de trabalho, como melhorar a comunicação e a colaboração dentro da empresa. Além disso, aprendem como redigir currículos, se preparar e se portar em uma entrevista de emprego. Para fazer o curso, não é necessário conhecimento ou histórico de atuação anterior no mercado de Tecnologia.  

Um dos diferenciais da Escola da Nuvem é que, além de oferecer o curso, a ONG também encaminha as pessoas formadas e certificadas para vagas de emprego, por meio de companhias parceiras. Um exemplo é a e-Core, que contrata pessoas com deficiência exclusivamente com a Escola da Nuvem. E ainda, depois de empregados, os novos ingressantes são acompanhados por um ano pela organização social com o objetivo de acelerar a adaptação na nova realidade do mundo corporativo e de tecnologia.  

Para 2025, o objetivo da Escola da Nuvem é refinar ainda mais a busca por indivíduos sub-representados nos cursos, como mulheres, pessoas não brancas, pessoas com deficiência e integrantes da comunidade LGBTQIAPN+. Além disso, uma das metas é ampliar a base de conhecimento técnico dos cursos, incorporando conhecimentos sobre inteligência artificial ao programa de formação e expandindo a trilha de conteúdo, além de fortalecer a formação em competências profissionais. Esses esforços buscam alinhar o preparo comportamental e técnico dos alunos com as demandas do mercado. 

Fonte: Mondoni Press.

Jitterbit expande IA em sua plataforma: crie, gerencie e modifique aplicativos de negócios com processamento de linguagem natural 

As novas aplicações da IA na plataforma Harmony capacita as empresas a desenvolver, gerenciar e integrar aplicativos, sistemas e APIs com mais rapidez 

ALAMEDA, Calif., — 11 de fevereiro de 2025 — A Jitterbit, líder global em aceleração da transformação de negócios para sistemas empresariais, anunciou hoje, 12, seus mais recentes recursos impulsionados por IA dentro da plataforma Harmony, levando a IA do desenvolvimento low-code para o processamento de linguagem natural (PLN). Com PLN, as barreiras técnicas são eliminadas, permitindo que os usuários criem, modifiquem e exponham APIs, além de desenvolver, monitorar e gerenciar aplicativos complexos — tudo por meio de comandos em linguagem natural.  

“A IA atua como uma ponte entre a equipe de TI e os usuários das áreas de negócio, promovendo uma verdadeira colaboração em toda a empresa”, disse Bill Conner, presidente e CEO da Jitterbit. “Ao incorporar o processamento de linguagem natural com IA na plataforma Harmony, estamos simplificando a criação, integração, conexão e exposição de aplicativos. O que antes eram aplicações isoladas, agora se tornam sistemas empresariais interconectados, permitindo conexões e integrações contínuas com processos em toda a organização.” 

“A IA não é mais apenas uma ferramenta — é a catalisadora para uma automação contínua e de ponta a ponta, impulsionando a inovação em todos os níveis do negócio”, disse Antonio Cisternino, CIO e professor de Ciência da Computação da Universidade de Pisa. “Com os novos recursos de IA da Jitterbit, as organizações agora podem obter uma visão holística de seus dados, impulsionada por sistemas empresariais totalmente automatizados de ponta a ponta, promovendo decisões mais inteligentes e acelerando os resultados de negócios de forma controlada.” 

Com base em sua visão para o avanço da IA, a integração da tecnologia de PLN na plataforma unificada Harmony, impulsionada por IA e low-code, torna ainda mais fácil para os usuários automatizarem aplicativos e fluxos de trabalho, reduzindo significativamente o tempo e o esforço necessários para desenvolver aplicações, gerenciar APIs e integrar sistemas empresariais complexos. 

“Ao eliminar a necessidade de codificação tradicional, o PLN torna o desenvolvimento de aplicações, a criação e gestão de APIs e a integração de fluxos de trabalho complexos acessíveis a todos, independentemente do nível de conhecimento técnico”, disse Manoj Chaudhary, CTO da Jitterbit. “Esse avanço é um marco fundamental no caminho para a agentic AI, onde os sistemas podem se adaptar, aprender e executar tarefas de forma autônoma.” 

Novos assistentes de IA da Jitterbit aceleram o gerenciamento de aplicações e APIs 

Os novos recursos impulsionados por IA da Jitterbit redefinem a forma como os usuários aproveitam a plataforma Harmony para gerar código mais rapidamente e impulsionar a inovação. 

“Os usuários podem utilizar linguagem natural simples para criar código acionável, permitindo que desenvolvam, gerenciem e integrem aplicações e sistemas de forma contínua em toda a empresa — economizando centenas de horas no processo”, disse Chaudhary. 

  • AI-Infused App Builder Assistant: um assistente de IA projetado para criar aplicações e gerenciar ou modificar as existentes de forma intuitiva usando linguagem natural. Atualmente em fase beta e disponível para clientes da Jitterbit, tem previsão de  lançamento geral para o segundo trimestre de 2025. 
     
  • AI-Infused API Manager: o Jitterbit API Manager permite que os usuários criem APIs com o auxílio de uma assistente de IA, simplificando o desenvolvimento de APIs e acelerando a geração de valor. Um programa beta já está disponível, com lançamento geral planejado para clientes da Jitterbit no segundo trimestre de 2025. 
     
  • AskJB AI: um assistente inteligente que fornece respostas em tempo real, orientações e informações. Já está disponível dentro da plataforma Harmony e na Jitterbit Documentation. 

Jitterbit apresenta novas ferramentas de observabilidade, Cloud Datastore e padrões de segurança 

Aproveitando seus recursos impulsionados por IA, a Jitterbit apresentou novas ferramentas de observabilidade e armazenamento em nuvem, além de novas certificações de segurança na plataforma Harmony. Essas novidades foram projetadas para oferecer às organizações uma visibilidade incomparável, gerenciamento de dados mais eficiente e maior proteção para seus processos de negócios críticos. 

  • Observabilidade de agentes para otimização de desempenho da integração: oferece visibilidade em tempo real do desempenho e comportamento de agentes privados implantados em servidores gerenciados pelo cliente, dentro de firewalls ou em nuvens privadas virtuais. Com paineis pré-construídos para Datadog e Elasticsearch, os clientes podem acessar mais de 50 métricas principais para obter insights operacionais mais profundos, abordando anomalias antes que elas interrompam as operações. Um beta agora está aberto para clientes Jitterbit. 
     
  • Cloud Datastore para gerenciamento eficiente de dados de integração: o Cloud Datastore é uma solução de armazenamento baseada em nuvem que permite aos usuários armazenar, gerenciar e recuperar dados dentro de seus fluxos de trabalho de integração. Ele atua como um repositório central para dados que vários aplicativos, APIs e integrações Jitterbit criadas na plataforma Harmony podem acessar. O Cloud Datastore é normalmente usado para persistir dados em aplicativos que exigem troca de dados contínua ou para integrações que precisam de armazenamento temporário ou de longo prazo de dados estruturados ou não estruturados. O Cloud Datastore também é compatível com o GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados) para a União Europeia (UE). Uma versão beta estará disponível para clientes da Jitterbit no primeiro trimestre de 2025. 
  • Padrões de segurança aprimorados: aproveitando sua base de segurança em camadas, a Jitterbit obteve novas certificações de segurança, incluindo a conformidade com as normas ISO 27017 e ISO 27018, além da certificação NZISM para a Nova Zelândia e Austrália. Essas certificações garantem que a Jitterbit atenda aos mais altos padrões globais de segurança. 

Beta para clientes da Jitterbit 

Os clientes da Jitterbit interessados em participar dos programas beta podem entrar em contato pelo e-mail product@jitterbit.com

Jitterbit Harmony 

A Jitterbit Harmony é uma plataforma unificada e low-code, impulsionada por IA, para integração, orquestração, automação e desenvolvimento de aplicativos, acelerando a transformação dos negócios. Composta por iPaaS (Integration Platform as a Service), API Management, App Builder (desenvolvimento de aplicativos low-code), EDI (Electronic Data Interchange), a Harmony capacita equipes de TI e áreas de negócios a se tornarem mais produtivas, eficientes e ágeis. Isso resulta na redução de fricções organizacionais, maior eficiência e melhores resultados para a empresa. 

Sobre a Jitterbit Inc.  

Para organizações prontas para modernizar e inovar, a Jitterbit fornece uma plataforma unificada com AI-Infused e low-code para integração, orquestração, automação e desenvolvimento de aplicativos, acelerando a transformação dos negócios, aumentando a produtividade e desbloqueando todo potencial de valor. A plataforma Harmony da Jitterbit, que inclui iPaaS, API Manager, App Builder e EDI, ajuda a preparar as operações para o futuro, simplifica a complexidade e impulsiona a inovação para organizações globalmente. Saiba mais em www.jitterbit.com e siga-nos no LinkedIn.  

Contato de Imprensa: 

Natália Rossi 
Mondoni Press 
Telefone: (11) 95375-6671 
Email: natalia@mondonipress.com.br 

NRF: Vendas influenciadas por IA já ultrapassaram 60%   

Mercado brasileiro mira investimentos em experiências hiperpersonalizadas por meio da integração tecnológica e de agentes de IA como fortes aliados nas operações  

NRF 2025: Retail’s Big Show

No varejo, o conceito de futuro relacionado à implementação da inteligência artificial já deixou de ser uma realidade distante. A pesquisa “State of the AI Connected Customer”, realizada pela Salesforce, revela que grande parte dos consumidores brasileiros acredita que a IA melhora significativamente a experiência de compra: 44% da geração Z, 53% dos millennials e 43% dos baby boomers. Nesse sentido, os agentes de IA representam um potencial dentro das empresas e tiveram uma forte presença na edição da NRF 2025, o maior evento do segmento varejista, realizado em Nova York.   

A feira abordou duas importantes tendências globais que impactam o varejo – a hipersonalização da experiência de compra e a integração estratégica de agentes inteligentes nos processos operacionais. Aliadas na intensa transformação do setor, as aplicações de IA permitem personalização de campanhas e interações de valor instantâneas entre lojistas e consumidores. A sofisticação dos agentes de IA foi apontada como uma capacidade veloz e precisa para a realização de tarefas complexas e análises empresariais minuciosas, aprimorando sistemas sobrecarregados e contornando eventuais desafios enfrentados pelas organizações.   

Durante a NRF, em entrevista ao Times Brasil, Juliana Bonamin, VP de Vendas da Mondelez, disse que a inteligência artificial já está muito presente no Brasil, “a IA é utilizada para ganhos em eficiência logística e na captura de dados do consumidor, garantindo uma experiência melhor no varejo. A Mondelez tem investido muito em tecnologia nos últimos anos e vamos continuar apostando cada vez mais, além de adquirir e explorar outras estratégias para apoiar no ganho de eficiência e produtividade”.  

Segundo a organização da NRF, estima-se que as vendas influenciadas digitalmente por IA já ultrapassaram 60% no início deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024. O aumento é impulsionado pela hiperpersonalização, comunicação assertiva, rapidez na tomada de decisões e automação de tarefas essenciais, como atendimento ao cliente e reposição de estoques.  

No Brasil, a Yalo, plataforma inteligente de vendas, anunciou recentemente agentes inteligentes que recriam vendedores humanos com inteligência artificial, projetados para ajudar empresas no desenvolvimento de uma força de trabalho virtual, capazes de personalizar interações, otimizar processos e melhorar a experiência de compra do cliente. Em breve, as empresas poderão contar com trabalhadores virtuais equipados com IA como parte de suas equipes, disponíveis 24/7.  

A empresa atua na América Latina, atendendo grandes clientes B2B como Nestlé, Coca-Cola Femsa, Unilever e Mondelez. Com o objetivo de ajudar grandes marcas a impulsionar suas vendas de forma omnichannel, a Yalo desenvolve com seus clientes uma estratégia de vendas personalizada, além dos assistentes virtuais de IA fortemente treinados.  

“Os agentes inteligentes proporcionam uma assistência personalizada, completa e específica, mesmo com alguns obstáculos, como diferenças culturais e econômicas em algumas regiões. Acreditamos que as vantagens da inteligência artificial aplicadas ao varejo farão com que os possíveis desafios sejam superados”, explica Manuel Centeno, co-fundador e General Manager Brasil da Yalo.  

Em 2025, as cadeias de suprimento devem se tornar ainda mais adaptáveis, eficientes e resilientes. A adoção de IA está permitindo que as empresas não apenas rastreiem estoques de forma mais eficaz, mas também antecipem e se adaptem a possíveis interrupções antes que se tornem problemas. 

IA Generativa em serviços financeiros precisa de governança estruturada para evitar riscos, revela estudo 

Análise global lista cinco elementos fundamentais para uso da tecnologia de forma mais eficiente e segura 

Uma aceleração sem precedentes em gestão vem acontecendo nas empresas nos últimos anos com o uso da Inteligência Artificial Generativa (GenIA). No setor financeiro, essa tecnologia é capaz de identificar melhorias possíveis para eficiência operacional, inovação em produtos e serviços e desempenho geral dos negócios, mas também envolve riscos que ainda não são totalmente conhecidos. 

As organizações devem, sim, se beneficiar das evoluções tecnológicas, mas a inovação, por si, só não resolve tudo. É preciso preparar operações para contornar desafios e evitar riscos que surgem por conta da novidade que a tecnologia ainda implica. Por isso, a Capco, realizou o estudo “Five Foundational Elements for Generative AI Governance in Financial Services” (Cinco elementos fundamentais para a governança de IA Generativa em serviços financeiros – tradução livre). 

“Além de abordar questões de conformidade, o estudo mostra que a governança robusta precisa ser adaptada para abordar riscos específicos da GenAI e para promover o uso responsável e transparente da tecnologia de IA no segmento”, explica Gerhardt Scriven, diretor executivo da Capco Brasil. 

Dessa forma, as organizações precisam reavaliá-los para criar um inventário de controle e se adaptar à GenAI. “Nesse contexto, é essencial a participação integrada das equipes jurídica, de compliance, de negócios e de tecnologia, visando uma abordagem holística. A GenAI deve ser vista como uma ferramenta adicional de gestão, e não como uma solução ideal”, alerta Scriven. 

De acordo com o estudo, os elementos fundamentais para a governança da GenIA são: 

1- Aperfeiçoar a identificação e gestão de riscos 

Tudo começa pela atualização das estruturas de gerenciamento de risco e controles para evitar uso não autorizado de dados e não comprometer sua integridade. Isso inclui o fortalecimento da segurança cibernética, maior rigor na gestão de fornecedores terceirizados e provedores de tecnologia GenAI, além da conformidade com as diretrizes regulatórias do setor. Outro aspecto crucial é a valorização de talentos, ou seja, profissionais capacitados para gerenciar e monitorar esta iniciativa, apoiados por soluções automatizadas que detectam anomalias em tempo real, reduzindo impactos nas operações e protegendo a experiência dos clientes. 

2- Definir responsabilidades para adotar a GenAI de maneira uniforme 

Para uma governança eficaz, é essencial deixar bem definidas as funções e responsabilidades de supervisão. Existem três modelos principais de governança que podem ser adotados. Um deles é o centralizado, com um órgão central supervisiona as iniciativas de IA, definindo padrões, políticas e metodologias. Um outro é o descentralizado, com as equipes se reportando ao líder de governança de IA da organização, praticando autogovernança com tomada de decisão distribuída. Além disso, há o modelo híbrido, que centraliza a expertise e as melhores práticas de IA, ao mesmo tempo em que permite que as unidades de negócios inovem e adaptem soluções, conforme a necessidade da organização. 

3 – Dar prioridade à privacidade e à segurança 

Possíveis barreiras para adoção da GenIA foram rompidas com o uso dos Large Language Models (LLMs) e outras ferramentas de GenAI que usam dados empresariais sem exigir muito treinamento do modelo. O problema é que isso pode incluir informações confidenciais da empresa e dados sensíveis (LGPD), tornando a privacidade e a segurança dos dados uma grande preocupação e um componente crítico da governança geral. 

Para evitar isso, é obrigatório usar modelos empresariais privados em ambientes de nuvens seguros, identificar dados confidenciais ao usar LLMs, tomar medidas para evitar vazamentos, definir diretrizes de acesso e trabalhar em conformidade com as normas e regulamentações do setor. As empresas estão percebendo isso. De acordo com o Estudo de Referência de Privacidade de Dados de 2024 da Cisco, a maioria das organizações está limitando o uso do GenAI devido a problemas de privacidade e segurança de dados. Assim, 27% delas proibiram o uso temporariamente e 48% reconhecem inserir informações não públicas da empresa nas ferramentas de GenAI. 

4 –Ter um inventário detalhado das aplicações que usam GenAI 

Ter uma estrutura capaz de manter um repositório central que permita às empresas rastrear o uso da tecnologia de IA em várias unidades de negócios, incluindo gerenciar soluções de IA de fornecedores, projetos de adoção de IA, modelos de IA, fontes de dados para consumo de IA e artefatos essenciais, como documentação dos sistemas. 

5 – Promover uma cultura adequada 

A empresa deve se preparar para garantir que líderes e funcionários sejam educados para que a aplicação da GenAI seja adequada aos objetivos pretendidos, promovendo uma cultura de uso responsável da tecnologia. As melhores práticas relacionadas a IA Generativa podem ser implementadas por meio de programas de treinamento personalizados, políticas e procedimentos documentados para adoção uniforme dentro da organização. 

O executivo da Capco alerta que, por fazerem parte de um setor altamente regulamentado, as empresas de serviços financeiros precisam priorizar a conformidade regulatória, especialmente no caso da GenAI, que é marcada por alto escrutínio e diretrizes novas em constante atualização. “Embora ofereça potencial transformador para o setor de serviços financeiros em vários casos de uso, somente uma governança eficaz da GenAI pode garantir que seu impacto permaneça em conformidade, justo e seguro para todos”, aconselha o Gerhardt Scriven. 

Inteligência Artificial se torna aliada e ameaça no cenário digital 

Especialista explica como avanços na IA impulsionam soluções inovadoras, mas também elevam os desafios da cibersegurança 

O avanço da inteligência artificial (IA) é um divisor de águas no mundo digital. De um lado, a tecnologia potencializa soluções que transformam negócios, automatizam processos e otimizam a cibersegurança. Do outro, é usada como arma por cibercriminosos, que elevam o nível de suas operações para criar ataques mais elaborados, personalizados e difíceis de detectar.  

Um relatório da Information Systems Audit and Control Association (ISACA) revela que 39% das quase seis mil organizações globais pesquisadas estão enfrentando um aumento nos ataques cibernéticos, enquanto 15% relatam mais violações de privacidade em comparação ao ano anterior. Segundo o estudo, a inteligência artificial tem sido um dos fatores que impulsionam esse crescimento, ao mesmo tempo em que oferece novos recursos para mitigar ameaças.  

A ascensão de ameaças como deepfakes, que simulam rostos e vozes de forma impressionantemente realista, e de técnicas como spear phishing, em que mensagens fraudulentas são ajustadas com precisão para enganar vítimas específicas, são exemplos claros de como a IA está sendo explorada para fins maliciosos.  

Recentemente, a Check Point Software divulgou o Índice Global de Ameaças, referente a 2024, evidenciando justamente a evolução dos ciberataques. No documento, destaque para operadores como FunkSec, que têm utilizado IA para aprimorar ataques de ransomware como serviço (RaaS). Paralelamente a isso, as empresas têm integrado IA para identificar padrões de ameaças, reforçar suas defesas e responder de forma mais ágil a incidentes.  

Segundo Caio Abade, cybersecurity executive da Betta Global Partner, o equilíbrio entre explorar o potencial da IA e mitigar os riscos associados é o grande obstáculo das empresas na atualidade. “A mesma tecnologia que permite detectar fraudes com mais precisão também possibilita ataques quase indetectáveis. O uso estratégico da IA precisa, portanto, ir além do uso de ferramentas. É preciso educar equipes, integrar inteligência em todas as etapas do processo, além de construir um ecossistema de defesa robusto,” pontua Abade.  

“As organizações sem um entendimento aprofundado de IA enfrentam maior vulnerabilidade a ataques direcionados, que causam prejuízos financeiros e danos à reputação. Além disso, a escassez de profissionais especializados pode retardar a implementação de soluções, deixando empresas expostas em um cenário que se torna mais hostil a cada dia,” complementa o especialista. Outro levantamento feito pela Check Point Software, desta vez em parceria com a Vanson Bourne, revelou que, embora mais de 70% das organizações confiem em suas capacidades de defesa, 89% reconhecem que encontrar profissionais qualificados para operar essas soluções é um desafio significativo. 

Nesse contexto, em que a inovação anda lado a lado com os riscos, a própria tecnologia se torna uma ferramenta utilizada para a solução. IA generativa pode prever movimentos de cibercriminosos, identificar vulnerabilidades em tempo real e oferecer análises preditivas para mitigar riscos antes que eles se concretizem. Para Abade, o futuro da segurança digital não é apenas sobre se proteger. “Estamos entrando em uma era em que a cibersegurança proativa será o padrão. Quem adotar essa abordagem terá mais chances de diminuir os impactos de ameaças cada vez mais complexas,” conclui. 

Aumentar presença feminina no mercado de TI ainda é um desafio para empresas do setor

No Brasil e no mundo, as mulheres representam apenas 20% dos profissionais de TI

O mercado de Tecnologia da Informação (TI) ainda é, em grande parte, um ambiente predominantemente masculino. No Brasil, as mulheres representam apenas 20% da força de trabalho na área, segundo dados do Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA). O percentual se repete no mercado mundial. A desigualdade de gênero no setor é um reflexo de diversos fatores estruturais, desde a falta de incentivo nas primeiras fases de formação até barreiras impostas pelo próprio mercado de trabalho. Com o cenário atual, muitas empresas do setor, como a Dexian Brasil, buscam contar com mais mulheres em suas equipes, mas enfrentam dificuldades significativas para encontrar profissionais femininas qualificadas.

Andressa Saboya, Recruitment Manager da Dexian Brasil

“Embora haja uma grande demanda por profissionais qualificadas, encontramos dificuldades para preencher vagas técnicas com mulheres. A maioria das mulheres em TI ocupa cargos de gestão ou posições como Scrum Master, que são essenciais para o bom andamento de equipes ágeis. Porém, o número de programadoras ainda é muito baixo”, comenta Andressa Saboya, Recruitment Manager da Dexian Brasil.

O Scrum Master é um papel fundamental dentro de equipes de desenvolvimento ágil de software, sendo responsável por garantir que os processos e as práticas do Scrum sejam seguidos e que a equipe tenha as condições necessárias para alcançar os objetivos do projeto. Muitas mulheres têm encontrado nesse cargo uma oportunidade de liderança e visibilidade dentro das empresas.

Além das barreiras estruturais que dificultam a entrada das mulheres na área, há desafios relacionados ao próprio ambiente educacional e ao desenvolvimento de habilidades. Mirema Rangel, coordenadora de DHO (Desenvolvimento Humano Organizacional) da Dexian Brasil, destaca um dos principais obstáculos: “O domínio do inglês é um fator que restringe tanto mulheres quanto homens de avançarem para as melhores oportunidades de TI, especialmente quando se trata de vagas para clientes internacionais, o que é uma realidade frequente em nossa empresa.”

Para Mirema, uma das formas de reduzir a desigualdade e aumentar a presença feminina no mercado de TI é uma mudança cultural que comece nas instituições de ensino. “É fundamental que as universidades e escolas técnicas incentivem as meninas a se interessarem por tecnologia desde cedo, criando oportunidades para que elas possam desenvolver suas habilidades e participar de eventos como hackathons e feiras de estágio, que são essenciais para promover o contato direto com a indústria.”

A Dexian Brasil tem se empenhado para mudar essa realidade, buscando ativamente mulheres para compor suas equipes e oferecendo oportunidades para que elas avancem nas suas carreiras. A empresa, que atua com clientes nearshore – prestando serviços para empresas no exterior a partir de sua unidade no Brasil –, tem recebido demandas específicas da sua matriz nos Estados Unidos para priorizar a contratação de mulheres.

“Temos um compromisso com a diversidade e com a igualdade de gênero. Isso se reflete nas ações que tomamos internamente, na nossa busca ativa por mais mulheres no mercado de TI, e na forma como trabalhamos para superar barreiras como a falta de fluência no inglês. Acreditamos que, com mais apoio da academia e da sociedade, conseguiremos aumentar a presença feminina e criar um setor de TI mais inclusivo e inovador”, finaliza Andressa.

Estudo comprova que comércio de alimentos no Brasil está mais dinâmico e diversificado 

Atacarejos, lojas regionais e e-commerce são os pilares do novo consumo brasileiro 

Andrea Eboli, fundadora e CEO da oficina de soluções corporativas EDR.

Poucos setores evoluíram tão rapidamente quanto o varejo de alimentos no Brasil. A combinação de pressão inflacionária, retomada do poder de compra e avanços tecnológicos transformou não apenas o perfil do consumidor, mas também as estratégias das empresas. O impacto é visível em formatos como atacarejos, lojas de conveniência e marketplaces digitais, que hoje moldam as compras de alimentos no país. 

De acordo com o estudo State of Grocery 2024 da McKinsey, a participação dos atacarejos no faturamento do setor saltou de 27% para 46% em seis anos. Enquanto isso, os hipermercados perderam espaço, representando apenas 11% do mercado atual.  

Andrea Eboli, estrategista de negócios com mais de 25 anos de experiência, fundadora e CEO da oficina de soluções corporativas EDR, destaca o impacto dessas mudanças. “O varejo está em constante adaptação. A segmentação do consumo é uma resposta às necessidades emergentes: economizar no essencial e investir no que traz conveniência ou prazer”, explica. 

Expansão dos atacarejos e seu novo público 

Os atacarejos ganharam destaque por combinar preços acessíveis com uma experiência de compra voltada para economia. Hoje, estão também presentes em áreas urbanas, atraindo consumidores das classes média e alta. Redes regionais também têm migrado para esse formato, ampliando ainda mais a presença no mercado. 

Segundo Andrea Eboli, a permanência do modelo vai além dos preços. “O atacarejo conseguiu romper com o estigma de ser exclusivo para compras em grande escala. Muitos consumidores o utilizam para reposição, pela percepção de custo-benefício em produtos do dia a dia”, analisa. 

Em seu mais recente estudo, divulgado no final de 2024, a McKinsey aponta que a fidelização é o próximo desafio. Para manter o crescimento, as grandes redes estão investindo em programas de pontos, melhorias logísticas e na variedade de produtos. 

Redes regionais e gourmetização 

As cadeias regionais também mostram força, com um crescimento médio anual de 20% entre os 20 principais varejistas menores. Investindo em personalização, esses grupos têm conseguido atender nichos específicos, equilibrando produtos populares e premium. 

“Hoje em dia, os consumidores buscam experiências completas e estoques variados. As redes regionais entenderam a importância de alianças com fornecedores locais para ofertar frescor e exclusividade, o que fideliza os clientes e traz um senso de comunidade, de ajudar o comércio local”, destaca Eboli. 

Um exemplo é a crescente demanda por lojas gourmet, com foco em alimentos frescos e categorias premium. Esses espaços têm atraído clientes de perfil mais sofisticado, fortalecendo a participação desse segmento, que já representa 30% do mercado de supermercados. 

Conveniência como diferencial competitivo 

Outro ponto é o boom das lojas de conveniência, que somaram quase 1.000 novas unidades em 2024, especialmente em regiões metropolitanas. Além de estarem próximas do consumidor, elas se destacam pelo modelo omnichannel, que integra compras presenciais e digitais. 

Com a rotina acelerada, a conveniência virou prioridade. Se essa realidade já se fazia presente, ela se tornou ainda mais palpável no pós-pandemia, com os consumidores já acostumados a receber em casa uma gama cada vez maior de produtos. “Pequenas compras resolvem situações como pegar um lanche rápido ao lado do trabalho ou comprar um ingrediente faltante pelo aplicativo do mercado do bairro”, comenta Andrea Eboli.  

Para as empresas, isso evidencia a importância de entender os pequenos intervalos do consumidor e de investir em integrações tecnológicas e geolocalização. “Esses comportamentos mostram que o consumidor valoriza tempo e praticidade, o que abre caminho para inovações em logística e em ofertas segmentadas. Essa é uma visão importante para os gestores que buscam se destacar no mercado”, complementa. 

A entrada das lojas em marketplaces e aplicativos de entrega fortalece essa tendência. Redes de supermercados, por exemplo, oferecem opções de retirada rápida ou entrega em minutos, atendendo às urgências do dia a dia. Essa fusão entre loja física e digital está criando experiências que reduzem o tempo gasto pelo consumidor, sem abrir mão de variedade e qualidade. 

Integração de canais e futuro do setor 

O e-commerce alimentar ainda é pequeno em participação, mas cresce rapidamente. Em 2024, mais de sete milhões de lares fizeram compras online no setor. Redes que investem na omnicanalidade, como ferramentas de pesquisa e entrega personalizadas, aumentam suas chances de liderar o mercado. 

Andrea Eboli resume a direção do varejo. “Já foi tempo em que o consumo de alimentos se resumia a compras presenciais. A estratégia vencedora é integrar conveniência, economia e experiência. Cada vez mais, os consumidores valorizam o acesso a diferentes canais, seja na loja, seja pelo celular. Quem investir em entender essas preferências estará preparado para o futuro”, conclui. 

DeepSeek desafia gigantes da IA: especialistas avaliam potencial e riscos da tecnologia chinesa

Nesta segunda-feira, as ações da Nvidia caíram 16,62%, impulsionadas pela ascensão da DeepSeek, uma startup chinesa criada em 2023. A empresa ganhou destaque com o DeepSeek-R1, modelo de inteligência artificial desenvolvido com apenas US$ 5,6 milhões, desafiando gigantes como OpenAI e Google, que investem bilhões. Para Marcio Tabach, especialista de mercado da TGT ISG e autor dos estudos ISG Provider Lens™ sobre o mercado de Inteligência Artificial, apesar da promessa de grandiosidade, ainda é cedo para apostar na tecnologia da DeepSeek como revolucionária. 

Marcio Tabach, distinguished analyst da TGT ISG

“É precipitado assumirmos que, neste momento, os modelos do ocidente — como o GPT da OpenAI, o Claude da Anthropic e o LLaMA da Meta — serão superados pelo DeepSeek. Muitos dos testes que exaltam o desempenho do DeepSeek foram conduzidos pela própria empresa”, explica. “A corrida por modelos mais eficientes será um processo natural, com muitas empresas ao redor do mundo apresentando avanços nessa área. Ter um modelo novo com bons resultados em testes não é exatamente uma novidade. A verdadeira novidade no caso do DeepSeek é que ele parece ser altamente eficiente em seu funcionamento, utilizando poucos recursos de processamento”. 

Segundo Tabach, a eficiência do DeepSeek só poderá ser avaliada quando ele for colocado em produção, aplicado em sistemas e ambientes corporativos reais. “Outros modelos, como os já citados GPT e Claude, ainda enfrentam desafios relacionados ao retorno sobre investimento e, principalmente, à confiabilidade. Essa confiabilidade inclui questões como alucinações do modelo, vieses, conteúdo tóxico e a capacidade de ser utilizado de forma segura e eficiente em decisões corporativas ou na substituição de mão de obra humana”. 

Sidney Correa Nobre, distinguished analyst da TGT ISG

Um exemplo prático apontado pelo especialista é que, quando questionado sobre acontecimentos históricos da China, a IA não apresentou uma resposta. Segundo Sidney Correa Nobre, distinguished analyst da TGT ISG e autor dos estudos ISG Provider Lens™, as preocupações com a segurança da IA não se resumem aos novos modelos. 

“Estamos lidando com uma tecnologia nova, tanto em sistemas quanto em processamento, que ainda não está sujeita à regulamentação e cujos resultados não são plenamente tangíveis. Diferentemente de setores como o financeiro, que possuem regras consolidadas, a IA opera com padrões em fase de estruturação”, explica o especialista. “Nos setores tradicionais, há uma separação clara entre informações públicas e privadas, bem como suas respectivas performances e credibilidades, com regulamentações mais definidas. No entanto, em ambientes como a nuvem, que ainda não possuem um formato regulatório ou previsão de regulamentação, haverá incertezas e, naturalmente, uma disputa de preços e mercados, além de muitos rumores”.

Sidney compara a trajetória da inteligência artificial ao início da era dos computadores e ao surgimento dos primeiros vírus. “No começo, não havia entendimento sobre como lidar com o problema. O mesmo deverá ocorrer com a IA: serão necessários esforços coletivos e contínuos para enfrentar as novas ameaças. Os impactos vão muito além da segurança. Envolvem a qualidade das informações, os riscos associados ao uso de dados e a necessidade de uma governança mais abrangente. Sem atenção a esses fatores, a confiabilidade das informações geradas pela IA pode ser colocada em xeque, assim como aconteceu com o Wikipedia em seus primeiros anos, quando a ausência de curadoria gerou inconsistências”, finaliza Sidney.

A loja do futuro chegou: conheça as novas regras do jogo

NRF – Foto de Thabata Mondoni

A NRF, principal evento do varejo mundial, mostrou em Nova York que o setor está vivendo uma revolução sem precedentes. A era digital transformou a forma como as empresas se relacionam com os consumidores. O que antes se limitava a grandes lojas físicas e transações simples, agora é um ecossistema complexo de interações digitais e experiências personalizadas, que vão desde o entendimento do comportamento do cliente baseado em inteligência de dados e pesquisas até eficiência na jornada de compra e maior engajamento do público potencializados com IA e machine learning.

A estratégia de usar o tema IA como ideia central funcionou e atraiu visitantes interessados em compreender como a tecnologia passa a ser um tópico importante na reinvenção dos negócios de varejo não somente na própria eficiência, mas também de marketing. Afinal, empresas que comunicam inovação atraem mais a atenção e interesse do público.

Um dos grandes destaques foi a apresentação de Michelle Evans, da Euromonitor International, que mostrou números que valem a atenção do mercado: 56% do crescimento global do varejo nos próximos cinco anos virá do comércio eletrônico. Isso não significa apenas um aumento nas vendas digitais, mas uma mudança estrutural no setor, impulsionada por novos modelos de negócio, como o Direct-to-Consumer e retail media.

As gigantes Nike e a Nestlé, por exemplo, já lideram essa transição, provando que marcas podem criar conexões mais diretas com seus consumidores sem depender exclusivamente de grandes varejistas.  

Essa Era Digital do varejo promete ser abrangente, não se limitando apenas ao comércio eletrônico. A NRF mostrou que estamos vivendo em um momento no qual ferramentas como realidade aumentada e inteligência artificial são aplicadas para reformular a experiência de compra, melhorando a jornada de ponta a ponta. Imagine visualizar, em tempo real, como um móvel ficaria na sua sala antes de comprá-lo ou receber sugestões altamente personalizadas baseadas no seu histórico de compras. Essas inovações não são mais apenas tendências, mas sim uma realidade gerada pelos dados, em grande parte do tempo extremamente precisos e eficazes.

Essa transformação tecnológica está moldando não só o que compramos, mas também como e por que compramos. Há uma busca crescente por valores que vão além do preço. Na América do Norte, por exemplo, 60% dos consumidores preferem marcas comprometidas com a sustentabilidade. Além disso, a saúde e o bem-estar estão no centro das escolhas de consumo, com alta demanda por alimentos que promovam uma vida mais saudável, como proteínas vegetais e produtos de baixo teor de açúcar.  

Também não podemos deixar de lado o tema personalização e como as empresas estão se adaptando para oferecer mais conveniência aos consumidores. Na NRF, tendências como os autosserviços, “clique e retire” e plataformas de live streaming para compras de alimentos foram apontados como destaques para o ano de 2025. Essas práticas combinam a praticidade do digital com a interação personalizada que consumidores valorizam tanto e que, talvez, por isso têm conquistado cada vez mais adeptos.  

Obviamente, a jornada para o futuro do varejo não será isenta de desafios. A competição segue mais acirrada do que nunca, e as marcas passam a lidar com a necessidade não só de manter a rentabilidade, mas de equilibrá-la com inovação e a sustentabilidade. A confiança do consumidor também está em jogo: em tempos de inflação dos Estados Unidos e instabilidade econômica, as pessoas querem sentir que estão fazendo escolhas inteligentes e com propósito. No sentido econômico, pela primeira vez vimos a maior feira de varejo do mundo dividir o tema inovação com alternativas de crédito – algo que por muito tempo foi irrelevante para o mercado norte-americano e que agora ganha uma maior atenção do retail. Em uma era na qual já se é possível fazer pagamentos com apenas a palma da mão, foi interessante ver o mercado norte-americano retroceder alguns passos e dar uma maior atenção à facilidade de pagamento e opções de crédito.  

O que fica claro com essa feira é que as empresas que conseguirem integrar tecnologia de ponta, valores humanos e uma experiência de compra memorável, diferenciada e encantadora, terão não apenas sucesso, mas relevância em um mercado que não para de mudar. Afinal, como disse Michelle Evans, o varejo está em constante reinvenção, e aqueles que abraçarem essa dinâmica estarão na linha de frente da próxima grande transformação. 

*Thabata Mondoni é jornalista e CEO da Mondoni Press.