Com uso de agentes de inteligência artificial, como demonstrado no VTEX Day 2026, ajustes passam a acontecer de forma contínua e distribuída.
A definição de preços no e-commerce começa a sair de ciclos planejados e entra em um modelo contínuo. Em vez de revisões periódicas, empresas passam a ajustar valores de forma dinâmica, acompanhando variações de mercado quase em tempo real. Durante o VTEX Day 2026, uma demonstração evidenciou essa mudança ao apresentar um agente de inteligência artificial capaz de analisar concorrentes, histórico de vendas e comportamento de mercado para sugerir automaticamente o preço mais adequado para cada produto.
O processo ocorre de forma permanente, sem depender de análises manuais ou decisões centralizadas. “O agente monitora o mercado, entende o contexto e sugere o melhor preço. Isso reduz o tempo entre a leitura do cenário e a tomada de decisão”, afirma Marcos Oliveira Pinto, Global Software Engineering Manager da Jitterbit, em entrevista para o Newly.
O impacto mais relevante está na alteração do ritmo operacional. O intervalo entre identificar uma mudança no mercado e responder a ela diminui significativamente, o que afeta diretamente a forma como empresas se posicionam frente à concorrência. Na prática, decisões que antes dependiam de consolidação de dados e validação interna passam a ser distribuídas ao longo da operação, com sistemas atuando de forma contínua em diferentes frentes. Pricing é um dos exemplos mais visíveis, mas o mesmo modelo começa a aparecer em campanhas, atendimento e processos internos.
Esse movimento também altera a dinâmica interna das empresas. A tomada passa a ocorrer de forma mais pulverizada, acompanhando a lógica dos dados disponíveis em tempo real. Ao mesmo tempo, esse modelo traz novos desafios operacionais. A presença de múltiplos agentes atuando simultaneamente exige maior integração entre sistemas e uma visão mais estruturada dos dados para evitar decisões desalinhadas entre diferentes áreas.
“O ganho de velocidade é claro, mas ele precisa vir acompanhado de coordenação. Sem isso, a operação pode responder rápido, mas não necessariamente de forma consistente”, diz o especialista.
“O avanço não se limita à área comercial. Aplicações já são observadas em processos internos, como onboarding de funcionários e automação de fluxos administrativos, indicando que o uso de inteligência artificial se expande para diferentes camadas da operação”, finaliza.








