
A onda recente de ataques cibernéticos que paralisou operações de grandes empresas no Brasil e no mundo revela um desafio central da economia digital: não basta investir em defesas robustas, é preciso responder a incidentes em tempo quase imediato. No Mind The Sec 2025, maior evento de segurança cibernética da América Latina, o portal Newly ouviu Tonimar Dal Aba, gerente técnico da ManageEngine, que reforçou a mudança de perspectiva no setor. Segundo ele, a questão já não é mais se uma organização será alvo de um ataque, mas quão rápido consegue reagir.
A lógica é simples: entre a tentativa de invasão e a resposta da companhia existe uma janela crítica que pode decidir o futuro do incidente. Uma reação em segundos pode neutralizar a ameaça; em minutos, o prejuízo já costuma estar consolidado.

Para Dal Aba, blindar as empresas contra esse tipo de risco exige alinhar três frentes: pessoas, processos e tecnologia. Ele compara a situação a um exercício de abandono de prédio: “Não adianta treinar os ocupantes se a rota de fuga estiver bloqueada. Em cibersegurança, precisamos de fluxos claros de resposta, escalonamento e mitigação.”
A inteligência artificial aparece como elemento decisivo nesse contexto. Já aplicada em plataformas de defesa, a tecnologia é capaz de identificar padrões, antecipar comportamentos anômalos e automatizar bloqueios. Esse fator reduz drasticamente o tempo de resposta.
“O que antes levava minutos para ser avaliado por um analista humano hoje pode ser resolvido em segundos. Essa diferença é o que separa empresas resilientes de manchetes negativas no dia seguinte”, afirma o especialista.
Num cenário de ameaças crescentes e de impactos cada vez mais imediatos sobre reputação e receita, a blindagem digital deixa de ser apenas uma questão técnica e passa a ser um imperativo de negócio.






