
O mercado de cibersegurança vive uma contradição que molda a era digital. Nunca houve tanto investimento em proteção, mas os ataques continuam a crescer em frequência e sofisticação. Firewalls de ponta, nuvem distribuída e inteligência artificial ampliam a capacidade de defesa, mas não eliminam a vulnerabilidade. Esse pano de fundo marcou o Mind The Sec 2025, que transformou São Paulo no principal palco latino-americano de discussões sobre segurança digital.

Nesse ambiente, a Akamai escolheu um caminho inusitado para transmitir sua mensagem. Em vez de reforçar apenas a narrativa tecnológica, trouxe para seu estande o campeão mundial de surfe Adriano de Souza, o Mineirinho. Sua trajetória, iniciada com uma prancha usada e coroada com um título mundial, foi usada como metáfora para os riscos digitais. No mar, não é a prancha que garante a vitória, mas a leitura de cenários, a capacidade de reagir a imprevistos e a disciplina de se levantar depois de cada queda. A cibersegurança, argumentou a empresa, segue a mesma lógica.
A narrativa deu o tom para quatro movimentos estratégicos anunciados pela companhia durante o evento. Em parceria com a Bitmovin, apresentou o Adaptive Media Player 2 (AMP2), que amplia a escala e a inteligência das transmissões de vídeo, reforçando a disputa pelo tempo de tela em um mercado global. O Partner Connect redesenhou a política de canais, privilegiando simplicidade e flexibilidade regional em um ecossistema que exige previsibilidade e colaboração. A colaboração com a Seraphic reposicionou o navegador como fronteira crítica de segurança, alinhando-se ao modelo Zero Trust em um momento em que a maioria das ameaças nasce justamente na interface do usuário. Já o Media Services Live 5 (MSL5), fruto da parceria com a Harmonic, colocou a latência no centro da conversa, mostrando que, em um mercado de esportes e entretenimento que movimenta bilhões, a velocidade virou diferencial competitivo.
O fio condutor foi único. A próxima onda da cibersegurança não é apenas tecnológica, é cultural. Empresas que não integrarem governança, disciplina e preparo contínuo ao seu planejamento estratégico permanecerão vulneráveis, independentemente do montante investido em defesas digitais.






