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A loja do futuro chegou: conheça as novas regras do jogo

NRF – Foto de Thabata Mondoni

A NRF, principal evento do varejo mundial, mostrou em Nova York que o setor está vivendo uma revolução sem precedentes. A era digital transformou a forma como as empresas se relacionam com os consumidores. O que antes se limitava a grandes lojas físicas e transações simples, agora é um ecossistema complexo de interações digitais e experiências personalizadas, que vão desde o entendimento do comportamento do cliente baseado em inteligência de dados e pesquisas até eficiência na jornada de compra e maior engajamento do público potencializados com IA e machine learning.

A estratégia de usar o tema IA como ideia central funcionou e atraiu visitantes interessados em compreender como a tecnologia passa a ser um tópico importante na reinvenção dos negócios de varejo não somente na própria eficiência, mas também de marketing. Afinal, empresas que comunicam inovação atraem mais a atenção e interesse do público.

Um dos grandes destaques foi a apresentação de Michelle Evans, da Euromonitor International, que mostrou números que valem a atenção do mercado: 56% do crescimento global do varejo nos próximos cinco anos virá do comércio eletrônico. Isso não significa apenas um aumento nas vendas digitais, mas uma mudança estrutural no setor, impulsionada por novos modelos de negócio, como o Direct-to-Consumer e retail media.

As gigantes Nike e a Nestlé, por exemplo, já lideram essa transição, provando que marcas podem criar conexões mais diretas com seus consumidores sem depender exclusivamente de grandes varejistas.  

Essa Era Digital do varejo promete ser abrangente, não se limitando apenas ao comércio eletrônico. A NRF mostrou que estamos vivendo em um momento no qual ferramentas como realidade aumentada e inteligência artificial são aplicadas para reformular a experiência de compra, melhorando a jornada de ponta a ponta. Imagine visualizar, em tempo real, como um móvel ficaria na sua sala antes de comprá-lo ou receber sugestões altamente personalizadas baseadas no seu histórico de compras. Essas inovações não são mais apenas tendências, mas sim uma realidade gerada pelos dados, em grande parte do tempo extremamente precisos e eficazes.

Essa transformação tecnológica está moldando não só o que compramos, mas também como e por que compramos. Há uma busca crescente por valores que vão além do preço. Na América do Norte, por exemplo, 60% dos consumidores preferem marcas comprometidas com a sustentabilidade. Além disso, a saúde e o bem-estar estão no centro das escolhas de consumo, com alta demanda por alimentos que promovam uma vida mais saudável, como proteínas vegetais e produtos de baixo teor de açúcar.  

Também não podemos deixar de lado o tema personalização e como as empresas estão se adaptando para oferecer mais conveniência aos consumidores. Na NRF, tendências como os autosserviços, “clique e retire” e plataformas de live streaming para compras de alimentos foram apontados como destaques para o ano de 2025. Essas práticas combinam a praticidade do digital com a interação personalizada que consumidores valorizam tanto e que, talvez, por isso têm conquistado cada vez mais adeptos.  

Obviamente, a jornada para o futuro do varejo não será isenta de desafios. A competição segue mais acirrada do que nunca, e as marcas passam a lidar com a necessidade não só de manter a rentabilidade, mas de equilibrá-la com inovação e a sustentabilidade. A confiança do consumidor também está em jogo: em tempos de inflação dos Estados Unidos e instabilidade econômica, as pessoas querem sentir que estão fazendo escolhas inteligentes e com propósito. No sentido econômico, pela primeira vez vimos a maior feira de varejo do mundo dividir o tema inovação com alternativas de crédito – algo que por muito tempo foi irrelevante para o mercado norte-americano e que agora ganha uma maior atenção do retail. Em uma era na qual já se é possível fazer pagamentos com apenas a palma da mão, foi interessante ver o mercado norte-americano retroceder alguns passos e dar uma maior atenção à facilidade de pagamento e opções de crédito.  

O que fica claro com essa feira é que as empresas que conseguirem integrar tecnologia de ponta, valores humanos e uma experiência de compra memorável, diferenciada e encantadora, terão não apenas sucesso, mas relevância em um mercado que não para de mudar. Afinal, como disse Michelle Evans, o varejo está em constante reinvenção, e aqueles que abraçarem essa dinâmica estarão na linha de frente da próxima grande transformação. 

*Thabata Mondoni é jornalista e CEO da Mondoni Press.  

Cinco tendências que deixarão os aplicativos mais seguros em 2025 

Pesquisa mostra que 91% das empresas admitem que lançam aplicações com vulnerabilidades e mercado de segurança tem evoluído em resposta a isso 

Os aplicativos tornaram-se parte essencial da vida cotidiana, utilizados para tarefas que vão desde pedidos de comida até transações bancárias. Contudo, à medida que o uso de aplicativos cresce, a necessidade de garantir sua segurança também se torna cada vez mais crítica. De acordo com um relatório da Checkmarx (2024), 91% das empresas admitem que lançam aplicações com vulnerabilidades, destacando a urgência de melhorias no processo de desenvolvimento.

Wagner Elias, CEO da Conviso.

Wagner Elias, CEO da Conviso, enfatiza que a segurança precisa ser considerada em todas as fases de desenvolvimento do software. Isso inclui a qualidade do código criado pelos programadores, bem como a proteção da infraestrutura onde o código será executado, como servidores e ambientes de nuvem. No entanto, a pressão por prazos apertados e a falta de processos eficientes ainda dificultam a implementação adequada da segurança.

Em resposta a esse cenário, empresas, metodologias e soluções estão evoluindo rapidamente para proteger os sistemas contra vulnerabilidades e ataques, garantindo a integridade dos dados e a segurança dos usuários.

Acompanhe as principais tendências a serem seguidas no próximo ano nessa área:

  1. Ferramentas serão cada vez mais aliadas dos desenvolvedores

A tecnologia desempenha um papel importante no apoio ao trabalho dos desenvolvedores de sistemas. Com o aumento da complexidade das aplicações e dos ecossistemas digitais, eles dependem cada vez mais de ferramentas que automatizam processos, reduzindo a necessidade de tarefas manuais. Segundo especialistas, essas soluções permitem maior agilidade na triagem e correção de vulnerabilidades, ajudando a otimizar o tempo dos profissionais sem comprometer a produtividade. “Ferramentas como as que desenvolvemos oferecem automação avançada, permitindo que os desenvolvedores mantenham o foco em criar soluções seguras”, destaca Wagner Elias, da Conviso.

Outro ponto relevante é a integração de ferramentas como o Application Security Posture Management (ASPM), que possibilita o monitoramento contínuo dos riscos de segurança durante todo o ciclo de vida do software. “Isso assegura que a segurança seja uma prática contínua e integrada ao desenvolvimento, e não algo considerado apenas no final do processo”, acrescenta. De acordo com uma previsão do Gartner, até 2026, 60% das empresas deverão investir em ASPM para melhorar a gestão da segurança de suas aplicações.

Para Thiago Zaninotti, board member da Conviso, a falta de integração entre as ferramentas de segurança e o fluxo de trabalho dos desenvolvedores é um dos maiores desafios.

“Muitas vezes, ferramentas tradicionais de segurança geram fricções. Essas fricções se referem a qualquer aspecto que torne o uso das ferramentas de segurança menos fluido ou natural dentro do processo de desenvolvimento, tornando-o mais lento e complicado. E quando isso acontece, os desenvolvedores tendem a buscar alternativas, o que pode criar vulnerabilidades e riscos para a organização”.

Para evitar que isso aconteça, é importante que a segurança seja parte natural do dia a dia dos desenvolvedores. Isso significa que “as ferramentas precisam ser fáceis de usar, integradas ao processo de desenvolvimento e, principalmente, alinhadas aos objetivos de negócio. Somente dessa forma é possível garantir que a segurança não seja vista como um obstáculo, mas sim como um diferencial competitivo”, explica Thiago.

  1. AppSec e CloudSec andarão juntas

É essencial garantir a segurança do software desde sua criação até o ambiente em que ele opera, como a nuvem, assegurando que tanto o código quanto os dados estejam protegidos em todas as etapas.

Para isso, duas áreas fundamentais precisam trabalhar em conjunto: a AppSec, que envolve práticas e ferramentas para proteger o software contra vulnerabilidades e ataques, e a CloudSec, que foca na proteção dos dados e processos nas infraestruturas de nuvem, onde muitas empresas armazenam e processam suas informações.

De acordo com especialistas da Conviso, é crucial alinhar AppSec e CloudSec para que as empresas possam monitorar e proteger de maneira contínua tanto o software quanto a infraestrutura em nuvem, reduzindo os riscos de ataques e falhas de segurança.

Além disso, aplicações modernas, muitas vezes distribuídas entre diferentes provedores de nuvem, aumentam os pontos de vulnerabilidade. Ao coordenar essas áreas de forma integrada, os riscos de ataques e falhas são significativamente reduzidos.

  1. IA na segurança: cresce utilização, mas cautela é necessária

O uso de Inteligência Artificial (IA) para melhorar a segurança de aplicações está em ascensão. Ferramentas como GitHub Copilot ajudam os desenvolvedores, sugerindo códigos em tempo real, o que aumenta a produtividade.

No entanto, é importante utilizar a IA com cautela. Estudos da Universidade de Stanford revelam que algumas ferramentas de IA sugerem bibliotecas de código inseguras, e muitos desenvolvedores aceitam essas sugestões sem a devida revisão. “A IA é uma assistente poderosa, mas não pode ser vista como uma solução definitiva para todos os problemas de segurança”, alerta Elias.

Apesar dos desafios, a IA tem grande potencial de impacto. No setor financeiro, a McKinsey & Company projeta que o uso de IA poderá gerar entre US$ 200 bilhões e US$ 340 bilhões em receitas nos próximos anos, devido à automação e melhorias na produtividade.

  1. Mais autonomia aos desenvolvedores

Outra tendência significativa é o papel crescente dos desenvolvedores na tomada de decisões sobre segurança de aplicações. Tradicionalmente, as escolhas sobre quais tecnologias e ferramentas utilizar eram feitas por executivos e gerentes. No entanto, esse cenário mudou. Hoje, os desenvolvedores estão na linha de frente, assumindo o controle sobre as soluções de segurança a serem implementadas.

“Os desenvolvedores são agora os protagonistas na escolha de ferramentas e práticas de segurança, o que é vantajoso, pois possuem um conhecimento técnico mais profundo das soluções”, afirma Wagner Elias. Essa mudança não apenas facilita a adoção de tecnologias mais adequadas, mas também promove um ambiente de desenvolvimento mais seguro desde o início.

  1. Segurança de Aplicações será prioridade para 2025

A segurança de aplicações continuará a ser uma prioridade para empresas de todos os tamanhos. Segundo o relatório da Mordor Intelligence, o setor deve crescer de US$ 11,62 bilhões em 2024 para US$ 25,92 bilhões até 2029.

“Seja para pequenas empresas ou grandes corporações, a segurança de aplicações não pode ser ignorada. Investir em AppSec vai além de utilizar ferramentas; é necessário ter uma visão integrada, onde a segurança faz parte do processo desde o início. Equipes de desenvolvimento e segurança precisam trabalhar juntas para garantir que o software seja tão seguro quanto funcional”, conclui Wagner Elias, CEO da Conviso.

Estudo ISG destaca avanços de produtividade e superação de desafios da IA generativa para empresas brasileiras

Relatório ISG Provider Lens™ revela como empresas estão superando desafios e gerando valor significativo com a tecnologia que está se tornando essencial.

Na primeira edição do relatório ISG Provider Lens™ Generative AI Services – Brazil 2024, produzido e distribuído pela TGT ISG, distinguished analyst da TGT ISG e autor do estudo, Marcio Tabach, revelou que a IA generativa, baseada em foundation models e redes neurais, se destaca por processar dados não-estruturados, como textos, imagens e áudios, diferentemente da IA tradicional. Essa característica amplia seu potencial em empresas, permitindo aplicações inovadoras em atendimento ao cliente, gestão do conhecimento, leitura de dados complexos, e modernização de sistemas legados. Empresas prestadoras de serviços de TI que adotaram IA generativa em suas operações internas se mostram preparadas para guiar clientes na implementação da tecnologia.

O estudo ressalta que o uso da IA generativa está em plena transformação, revolucionando e superando barreiras iniciais e trazendo ganhos notáveis de produtividade, especialmente para trabalhadores do conhecimento. De acordo com uma pesquisa da SAS, 46% das empresas brasileiras usam ou estão implementando IA generativa, ocupando a 11ª posição no ranking global. Se tornando essencial em quase todos os processos corporativos, a rápida adoção da tecnologia ainda depende de liderança capacitada e treinamento para os colaboradores.

O estudo aponta que, após um período marcado por resistências e preocupações com a segurança, essa tecnologia foi consolidada como um recurso indispensável para manter a sustentabilidade competitiva das organizações.

“Alguns analistas chegaram a dizer que o advento da IA generativa teria um impacto no mundo dos negócios e na sociedade comparável ao impacto que o advento da energia elétrica teve”, comenta Marcio Tabach. A adoção bem-sucedida depende de critérios importantes para evitar os desafios mais comuns no uso corporativo, como as alucinações, as possíveis violações de direitos autorais, os vazamentos de dados sensíveis e a imprevisibilidade quanto aos custos.

O estudo identifica aplicações de destaque, como o uso de agentes de atendimento automatizados e personalizados, com interações mais sofisticadas e baseadas no perfil do usuário. “Outras aplicações incluem a gestão do conhecimento, que facilita o acesso a respostas específicas a partir de documentos, e o uso em desenvolvimento de software, em que a IA generativa acelera a produtividade com a geração de códigos, documentação, protótipos de interface de usuário e automatização de testes”, afirma o autor do estudo.

O relatório também destaca a importância de treinar equipes para dominar a nova tecnologia, garantindo que o desenvolvimento de talentos deve ser uma prioridade nos investimentos das empresas nos meses seguintes à efetivação. Isso garante a adoção segura e eficaz da IA generativa, implementando rigorosos processos de supervisão humana e controle de custos, assim promovendo o uso ético e eficiente da tecnologia.

Segundo o estudo, a geração de valor está ligada a incorporar a IA generativa em todos os processos dos profissionais do conhecimento. Porém, essa integração ainda representa um desafio na fase inicial de adoção da tecnologia. “Diversos fornecedores destacaram que ela deve ser amplamente aplicada em praticamente todos os seus processos e ofertas. Assim, agentes virtuais monitoram serviços gerenciados, desenvolvem soluções, migram para a nuvem, reforçam a segurança cibernética e mapeiam processos”, declara Tabach.

Por fim, o relatório concluiu que, embora as empresas avaliadas neste estudo tenham demonstrado formas eficazes de superar esses obstáculos, a maioria dos casos de uso registrou resultados satisfatórios. Apesar dos riscos envolvidos, os ganhos de produtividade trazidos pela IA generativa são grandes demais para serem ignorados.

O relatório nomeia A3Data, Accenture, BRQ, CI&T, Compass UOL, Deal, Inmetrics, Logicalis, MadeInWeb, NTT DATA, Peers e Stefanini como Líderes em dois quadrantes cada. Nomeia Deloitte e TIVIT como Líderes em um quadrante cada.

Além disso, a BRLink é nomeada como Rising Star — uma empresa com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro” pela definição da ISG — em dois quadrantes. A DXC Technology e a GFT são nomeadas como Rising Stars em um quadrante cada.

Versões personalizadas do relatório estão disponíveis em A3Data, BRQ, MadeInWeb, Peers e TIVIT.

O boom da IA: tempos difíceis ou revolucionários para o Marketing?

Estudos e eventos sobre IA, como a NRF 2025, levantam questões importantes sobre a aplicação da tecnologia nas diferentes frentes do marketing. É essencial ir além da experiência de um evento, vivê-la in loco para entender, na prática, como o marketing pode ser impactado positivamente ou negativamente pelas grandes inovações propostas pela inteligência artificial.

Vamos olhar para a NRF, o maior evento de varejo do mundo. Para fugir do básico, dos clichês das “10 tendências para o varejo via NRF” e dos temas mais bombados, é interessante focar em insights reais, com comparações in loco, usando dados do mercado e a realidade vivida tanto nos EUA quanto no Brasil. Do lado de fora vale observar a Target, dentro da feira a Loja Amazon Go, que são conceitos diferentes, mas que na ponta oferecem uma experiência rápida, eficiente e realmente satisfatória.

Tudo começa com um visual limpo nas lojas, sem muitas informações, placas de desconto ou vendedores oferecendo algo. Quem entra ali já sabe o que precisa, tem pouco tempo, provavelmente é um comprador frequente e certamente voltará. E por que tantas certezas? Porque existe um valor agregado nas marcas. A Target e a Amazon refletem dois conceitos de jornada completa. A queridinha da sacola vermelha e branca oferece bons preços, grande variedade de produtos e checkout facilitado. Aliás, o caixa sem atendente não é mais tendência nos EUA há muitos anos; trata-se de economia de tempo, dinheiro e garantia de uma jornada sem ruídos. Já a Amazon, conhecida mundialmente pela entrega rápida e eficaz, seja em serviços de nuvem, segurança ou entregas, traz no conceito Amazon Go uma experiência de loja que envolve tecnologia em toda a jornada: biometria facial logo na entrada, distribuição impecável de produtos nas prateleiras e pagamento em pouquíssimos cliques. O resultado? É possível realizar uma compra no local em até 2 minutos.

Agora, o que realmente está em pauta para qualquer discussão dentro ou fora da NRF, no Brasil ou nos EUA, é a IA. Ela faz parte dos exemplos citados acima: está no autoatendimento da Target, ajudando a identificar produtos dentro e fora da sacola, ou sugerindo um desconto via aplicativo ou cartão. E, claro, também está na Amazon Go, onde, em poucos segundos, tudo foi integrado: biometria do comprador, dados do cartão e gerou transação de compra concluída rapidamente, quase que instantânea.

O legado da NRF, com todas as experiências in loco proporcionadas dentro e fora do evento, na cidade de Nova York, é a sensação de que o consumidor está cada vez mais conectado, vivendo uma grande transformação digital e tornando-se também mais exigente, incluindo as novas gerações. Tudo isso exige uma estratégia de marketing mais assertiva, que precisa “abraçar” a IA para alcançar o sucesso. 

Para quem é do time dos mais “velhos” podemos dizer que estamos vivendo atualmente a transição e evolução do conceito do uso dos dados. Para exemplificar, há poucos anos, era necessário cruzar enormes planilhas e navegar em ERPs complexos para entender o perfil de um cliente, lançar um produto ou preparar uma base para uma grande campanha de CRM. Hoje, a IA entrega, em poucos momentos, dados precisos de toda a jornada do cliente. Claro, no Brasil ainda temos muito a evoluir. Questões como a troca de dados de forma segura e a LGPD também entram em cena. Vale reforçar que, embora a IA continue a ser uma das vanguardas da inovação em 2025, o progresso ainda enfrenta obstáculos, como já mencionado, a integração complexa com sistemas existentes e preocupações com a privacidade dos dados.

Mais MKT em pauta: novidades no e-commerce tradicional

O live shopping vem ganhando força nos últimos anos. Em 2025, deve explodir. Fala-se muito sobre como os consumidores, além de uma jornada de compras completa, querem experiências e entretenimento. O live shopping combina os dois, permitindo que varejistas e marcas se conectem com os clientes de forma mais pessoal. No marketing, essa abordagem de vendas cria um senso de urgência e exclusividade, além de fortalecer as conexões entre marcas e produtos. Em um ambiente de varejo multicanal, onde cada ponto de contato é uma ferramenta poderosa para obter insights, o live shopping pode fornecer dados valiosos para ações de marketing.

Mas e as lojas físicas?

No Brasil, as lojas físicas de varejo continuarão seu renascimento em 2025. Por aqui, ainda são fundamentais para aumentar a retenção, a aquisição de clientes, a identidade da marca e fidelidade. As lojas físicas “do hoje” precisam oferecer experiências imersivas que não podem ser replicadas online e exibir identidades únicas. Esses espaços criam confiança e lealdade por meio de interações autênticas, promovem conexões pessoais e criam uma comunidade em torno da marca. À medida que os consumidores buscam conexões significativas, as lojas físicas oferecem o ambiente perfeito.

Muito se falou na NRF, em palestras de grandes marcas, sobre a expectativa de que mais marcas sigam o conceito das lojas boutique e de luxo, investindo mais fortemente em serviços e experiências dentro das lojas. Esses serviços não são apenas um extra agradável; eles também geram receita. Um exemplo clássico é a Sephora, que oferece o melhor em produtos de beleza, disponibiliza amostras e a experiência de testes grátis em todas as lojas, e, se você ainda tiver sorte, pode curtir uma trilha sonora com DJ ao vivo durante suas compras.

A reflexão que fica de tudo isso, com tantas informações e uma transformação acelerada, é que o trabalho dos profissionais de marketing será ainda mais desafiador nos próximos meses. Vai ser preciso agir com cautela, usar a IA com moderação, investir em ações e estratégias consistentes e reais, ter cuidado com a superexposição das marcas e, mais do que tudo, fazer o uso dos dados de maneira ética e segura.

Escola da Nuvem forma mais de 4.500 alunos e insere pessoas em situação de vulnerabilidade social no mercado de Tecnologia

ONG conta com mulheres à frente do projeto, como a especialista em gestão estratégica de carreiras Ana Letícia Lucca

Ana Letícia Lucca – Foto por Natália Rossi

Há quatro anos, empresários do setor de Tecnologia da Informação já percebiam a necessidade do mercado por profissionais qualificados, seja em habilidades técnicas ou comportamentais. Rafael Marangoni, Executive Director – Global Cloud & IA Services na Ingram Micro, e Flavio Rescia Dias, co-fundador e CTO da DaRede, arriscaram um projeto, com a mente focada na ideia de que “formar pessoas é um investimento”. Nascia assim a Escola da Nuvem, organização social sem fins lucrativos que busca capacitar e empregar pessoas em situação de vulnerabilidade social para carreiras em Computação em Nuvem. Segundo a Brasscom, hoje o Brasil é o 10º maior produtor de TIC – Tecnologia da informação e comunicação – do mundo, representando 30% do mercado da América Latina. Contudo, 48% dos líderes de RH reparam a falta de habilidades como uma das principais ameaças aos negócios, de acordo com o estudo Força de Trabalho 2.0 – Desbloqueando o potencial humano em um mundo impulsionado por tecnologias, da Mercer.

A Escola da Nuvem conta ainda com mulheres à frente do projeto, como a especialista em gestão estratégica de carreiras Ana Letícia Lucca, que atua como CRO (Chief Revenue Officer). Nascida em Londrina (PR), Ana Letícia é um exemplo de reinvenção, mudança e superação. Desde pequena, foi ensinada sobre um possível caminho de vida: casar, ter filhos e, se houvesse tempo, investir em uma carreira; embora este conceito ainda fosse algo distante para ela. Ironia do destino ou não, hoje sabemos que ela chegou lá: Ana Letícia é responsável por guiar as pessoas a encontrarem um propósito e uma ocupação na área de Tecnologia – ela é CRO da Escola da Nuvem, uma organização social sem fins lucrativos que capacita e emprega pessoas na área de tecnologia da informação e computação em nuvem.

Filha de médica, cresceu sob a visão de que existiam apenas poucas profissões consideradas respeitáveis: medicina, direito, engenharia, odontologia e administração; esta última sendo a menos bem vista. Mas Ana escolheu um caminho diferente: se apaixonou pelas artes e encontrou na dança uma forma de superação, fazendo disso sua primeira profissão ao abrir uma escola para ensinar a modalidade.

Leia também: Com investimento de R$15 milhões, AWS e Escola da Nuvem esperam capacitar mais de 5 mil pessoas em computação em nuvem até 2025

Ao longo da vida, Ana também encarou alguns desafios: trabalhou como teleatendente em uma farmácia e depois como estagiária em uma indústria farmacêutica. Por conta do trabalho, precisou cursar Administração. A ocupação exigiu que ela se mudasse para Cascavel (PR) com um carro emprestado, mas também deu a garantia de um novo salário. Ana também mudou de cidade várias vezes, o que a levou até São Paulo. A carreira na indústria farmacêutica trouxe estabilidade, mas ainda estava distante do propósito de Ana, que criou um lema para si: “a vida sem objetivo ou propósito não é nada”. Ao ser desligada seis anos depois após a farmacêutica ser vendida, Ana teve uma nova chance de refletir sobre sua missão profissional. 

Tomando uma atitude ousada mais uma vez, buscou uma consultoria de carreira e planejou o sonho de abrir a sua própria até os 50 anos de idade, pois queria ajudar outras pessoas. Começou, então, a se dedicar a entender o mercado e a construir capacitação técnica. Ana queria inspirar as pessoas a enfrentarem desafios e encontrar sentido nas próprias carreiras. Ela abriu uma consultoria de desenvolvimento organizacional e passou a atender o segmento de tecnologia, o que, tempos depois, a conectou com a Escola da Nuvem.

“Eu sempre fui muito apaixonada pelo segmento de tecnologia justamente por entender que é uma área superrelevante para a transformação social”, declarou Ana. Um exemplo disso é a própria Escola da Nuvem que, desde a fundação, já formou mais de 4500 alunos. Só em 2023, foram mais de 3.400 alunos capacitados tanto em Nuvem AWS quanto Microsoft, sendo que 83% das pessoas que seguiram para a etapa de empregabilidade já conseguiram emprego. 

Como surgiu a Escola da Nuvem?

Quando soube da iniciativa, Ana prontamente se voluntariou. De imediato, desenvolveu conteúdos focados em ensinar aos alunos como fazer currículos e se preparar para uma entrevista de emprego. Além disso, engajou voluntários, consolidando um propósito que unia sua experiência profissional e pessoal. “Na Escola da Nuvem, consigo inspirar as pessoas a exteriorizar potenciais com um tempero muito melhor e maior para que se desafiem e se desenvolvam; e isso me deixa muito realizada”, comentou Ana.

O objetivo inicial da organização era formar 500 alunos por ano, porém logo percebeu-se que se formariam muito mais pessoas do que isso. Hoje, com mais de 40 funcionários, 80 instrutores e mais de 200 voluntários por ciclo para manter a operação, a ONG é destinada para pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica que desejam fazer transição de carreira ou ingressar no mercado de Tecnologia.

A Escola da Nuvem já transformou histórias de pessoas que antes eram empregadas domésticas, vendedores ambulantes, porteiros, garçons, motoristas de aplicativo, entre outras profissões. “O propósito sempre foi ajudar as pessoas a saírem desses contextos e a mudar o mindset de se sentirem indignas de uma oportunidade diante de um mercado tão organizado como o de uma empresa”, conta Ana. O desafio dos voluntários e funcionários da Escola da Nuvem, e também de Ana Letícia, é o processo de convencê-los disso.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação prevê que o mercado de tecnologia no Brasil gerará 797 mil vagas de emprego até 2025. Ao disponibilizar cursos gratuitos de computação em nuvem, focados em AWS e Microsoft, a Escola da Nuvem oferece certificados e encaminha os formados para oportunidades de trabalho. Após a formação, os alunos são acompanhados para garantir a incorporação dentro da empresa no tempo de adaptação.

O propósito da ONG, de ajudar as pessoas a viverem sob seus valores com compromisso e transparência, se mistura com o de Ana. Assim como ela, a Escola da Nuvem acredita que todos são capazes de voar alto, e juntos, constroem um futuro mais promissor. “A gente pode impactar as pessoas por muito mais frentes e também o entorno dessas pessoas, como os familiares e amigos que possam estar desempregados”, finaliza ela.

Fonte: Mondoni Press.

Impulsionado pelo setor de serviços e pelas mudanças nos hábitos do consumidor, varejo alimentício está mais heterogêneo, detalha NRF 2025

Clubes de atacado, canais de desconto, drive-thrus e até a TV têm ganhado espaço no setor de alimentação, enquanto clientes preferem opções de comidas rápidas

NRF 2025 – Foto por Thábata Mondoni

O varejo alimentício vem apresentando transformações profundas na maneira de existir se considerarmos os últimos dez anos. Devido às mudanças de hábitos dos consumidores e aos avanços tecnológicos, a divisão antes nítida sobre compras em restaurantes e compras em supermercado tem se perdido, deixando o setor mais heterogêneo. De acordo com a pesquisa “Retail Reinvention: A Framework for Future Growth”, elaborada pela Euromonitor em parceria com a National Retail Federation (NRF) e apresentada com exclusividade na NRF Retail’s Big Show 2025, apesar de, em 2023, 72% das vendas globais de alimentos terem vindo de supermercados, mercearias e hipermercados locais, esses setores têm compartilhado espaço com atacadistas de desconto, clubes de compra, e-commerces de alimentos e serviços de alimentação por entrega, retirada ou drive-thru

“Os drive-thrus estão se expandindo para além de redes tradicionais de fast food e agora são adotados por cafeterias, padarias e até restaurantes casuais. Outra tendência importante é a fusão do varejo com serviços de alimentação. Isso inclui o aumento de estações de refeições prontas em supermercados e a integração de cozinhas ‘ghost kitchens’ em grandes redes de supermercados. Essas são operações culinárias que preparam refeições exclusivamente para entrega ou retirada, muitas vezes compartilhando espaço com outras marcas para reduzir custos”, explica Michelle Evans, Global Lead, Retail and Digital Consumer Insights na Euromonitor International e autora do estudo, que dedicou uma palestra no evento sobre a pesquisa. 

Michelle Evans – Foto por Thábata Mondoni

Segundo ela, a busca dos consumidores por conveniência, custo-benefício, saúde e sustentabilidade, especialmente na América do Norte, está transformando a maneira como eles compram e consomem alimentos. Um exemplo disso é o fato de que, no mundo, 60% dos clientes dizem que preferem marcas que demonstram compromisso com práticas sustentáveis. Eles também estão dispostos a pagar mais por produtos mais nutritivos e que tenham sabor superior, assim como preferem alimentos produzidos localmente. Neste cenário, o desafio para os varejistas é garantir conveniência para o consumidor em tudo o que ele deseja e precisa e, neste ponto, a digitalização ocupa posição central.  

Michelle sugere que a tecnologia será essencial para o crescimento contínuo do varejo alimentar, seja no espaço físico ou digital, pois ela ajuda a melhorar a experiência do cliente. O estudo conduzido por ela mostra que 58% dos consumidores já fazem pesquisas pelo celular antes de realizar compras relacionadas à alimentação, o que há dez anos atrás não acontecia. Além disso, para 2025, há um crescimento esperado de 5% nas compras de alimentos online. “Isso já está acontecendo nas lojas maiores, que é: a compra começa no digital, mas termina na loja física. O cliente pesquisa pelo site ou aplicativo do restaurante, mas vai até a loja ver o produto e ter a experiência de estar lá, sentar ali e passar um tempo. O espaço físico vira então um hub de experiências, que dá a oportunidade de experimentar produtos e ter alguém para atender e garantir um serviço personalizado, assistido”, comenta Pedro Albuquerque, co-fundador e Diretor de Novos Negócios da RPE – Retail Payment Ecosystem, empresa especializada em soluções de meios de pagamento.

Pedro Albuquerque – Foto por Thábata Mondoni

Esse movimento sugere uma nova dinâmica no varejo, que está investindo em marcas próprias, enquanto as marcas estão agindo mais como varejistas, estratégia utilizada para fidelizar clientes e criar mais identidade, além de oferecer mais margem de lucro quando bem aplicada. Além de ser possível praticá-la em todas as partes da jornada de compra, ela tem papel especial na etapa de pagamento. “Uma jornada de pagamento fluida, sem atrito, pode ser a cereja do bolo para um processo de compra positivo. O varejista também pode oferecer cartões próprios que garantam descontos ou mais facilidade de pagamento, como um parcelamento maior. A depender da necessidade do cliente, também é possível garantir linhas de crédito ou empréstimos”, explica Albuquerque.

Para o especialista, o mais interessante para o varejista é criar um plano de negócios de acordo com a realidade dele para garantir estruturação financeira, mitigação de riscos e uma estratégia que leve em consideração as especificidades do mercado de varejo alimentício. “A RPE consegue auxiliar o varejista na elaboração de um plano de negócios para a estruturação financeira e oferecer uma plataforma de tecnologia de ponta a ponta para que ele possa operar um produto no varejo. Além disso, damos todo o suporte para que ele faça a gestão da operação. A plataforma é white label, então consegue operar em supermercados, hipermercados… Isso vai garantir eficiência operacional, tecnologia e uma jornada de consumo mais fluida e facilitada para o cliente, sem atritos”. 

Leia também: Países emergentes estão incorporando serviços de valor agregado ao varejo para impulsionar vendas, destaca NRF 2025

Inteligência artificial, proteção de dados e personalização de experiências devem impulsionar mudanças estratégicas em 2025

Nearsure destaca avanços em automação de processos e a necessidade de estratégias robustas de segurança como tendências para o ano

Giuliana Corbo – CEO da Nearsure.

São Paulo, janeiro de 2025 – A Nearsure, parceiro estratégico de empresas norte-americanas para soluções de TI, apresenta suas previsões para o panorama tecnológico de 2025. A companhia antecipa um ano marcado pela integração da inteligência artificial (IA) em diversos setores, pela crescente preocupação com a cibersegurança e pelo avanço em estratégias de personalização voltadas ao cliente.

“Nosso objetivo com essas previsões é ajudar as empresas a navegarem por um cenário tecnológico em rápida transformação. Companhias que adotarem tecnologias com foco em eficiência e segurança estarão mais preparadas para competir e crescer em um mercado cada vez mais dinâmico e desafiador”, afirma Giuliana Corbo, CEO da Nearsure.

De acordo com os especialistas da Nearsure, os agentes de IA terão um papel mais ativo na simplificação de processos internos das companhias, ao integrar diferentes sistemas e automatizar tarefas, como o gerenciamento de acessos e pedidos administrativos. Por meio dessa tecnologia, processos como solicitações de licença, ajustes em itinerários de viagem e acesso a informações de diferentes sistemas serão cada vez mais rápidos e eficientes.

Além disso, o uso de inteligência artificial na organização e sistematização de arquivos será uma prática essencial em 2025. Com o aumento de documentos digitais, a Nearsure destaca que a IA pode ser empregada para extrair metadados relevantes e otimizar índices de busca. Essa abordagem reduz o espaço necessário para armazenamento, os custos operacionais e o consumo energético.

Modelos menores de linguagem (Small LLMs) também devem ganhar espaço neste ano, atendendo a setores específicos, como saúde, finanças e comércio. Esses modelos demandam menos recursos computacionais, sendo mais acessíveis e sustentáveis, e prometem democratizar o acesso à IA, oferecendo soluções personalizadas.

No campo de Recursos Humanos, a tecnologia pode ser utilizada para acelerar a seleção de talentos, eliminando vieses e garantindo maior precisão na identificação de candidatos adequados. A Nearsure prevê que essa tendência será ampliada, incluindo o uso de IA para a criação de descrições de vagas e o acompanhamento de candidatos.

A companhia também projeta que as plataformas de dados de clientes (CDPs) devem se consolidar como ferramentas indispensáveis em 2025, permitindo que empresas combinem informações de múltiplos canais – online e offline – para criar perfis completos dos consumidores. A grande mudança será a integração da inteligência artificial generativa (GenAI), que viabilizará a criação de campanhas personalizadas em escala e com maior agilidade.

Neste cenário crescente de inovação, a Nearsure alerta ainda que o avanço da IA apresenta desafios para a segurança digital. Por isso, o uso de arquiteturas Zero Trust – que exigem autenticação contínua para acesso a recursos – e o treinamento adequado das equipes internas serão fundamentais para proteger ambientes corporativos de ataques sofisticados.

“Em um mercado cada vez mais competitivo, a integração entre eficiência operacional, personalização de serviços e segurança digital será determinante para o sucesso das empresas. A adoção estratégica dessas tendências pode otimizar processos e redefinir a forma como as organizações se conectam com clientes e colaboradores”, finaliza Corbo.

Sobre a Nearsure

Com mais de cinco anos de experiência no setor e cerca de 90 clientes, a Nearsure é uma empresa de tecnologia com mais de 600 profissionais talentosos e presença em mais de 25 países. A Nearsure trabalha com empresas reconhecidas do setor e PMEs, proporcionando experiência em tecnologia de ponta a cada projeto. Desde soluções avançadas de CRM que agilizam as operações até plataformas envolventes de comércio eletrônico e aplicações web e móveis, a Nearsure capitaliza as tecnologias mais inovadoras para criar experiências digitais únicas. A Nearsure posiciona-se como um aliado estratégico na inovação e no crescimento digital, especializado em enfrentar desafios complexos de negócios por meio do uso inteligente de tecnologia de ponta. A empresa oferece soluções customizadas que se adaptam às necessidades específicas de cada cliente, para que possam navegar no cenário digital da próxima geração e nas soluções de IA generativa. Para saber mais, visite https://www.nearsure.com/.

Países emergentes estão incorporando serviços de valor agregado ao varejo para impulsionar vendas, destaca NRF 2025

Oferecer serviços de finanças, como cartões de loja, co-branded ou de benefícios ajudam a melhorar a experiência de compra, aumentar a taxa de conversão e o ticket médio 

NRF 2025 – Foto por Thábata Mondoni

Países emergentes têm incorporado serviços de valor agregado ao varejo tradicional para impulsionar vendas, melhorar a experiência de compra, aumentar a taxa de conversão e o ticket médio dos negócios, de acordo com uma pesquisa exclusiva apresentada na NRF Retail’s Big Show 2025, chamada “Retail Reinvention: a Framework for Future Growth” e elaborada pela Euromonitor International em parceria com a National Retail Federation (NRF). De acordo com o estudo, isso se dá porque, nestes locais, é mais comum que se confie no setor varejista do que nos próprios bancos. Nestes territórios, algumas das alternativas utilizadas têm sido cartões de loja, co-branded ou cartões de benefícios.

“Os serviços financeiros no varejo são, com certeza, uma das melhores estratégias de cross-selling que um varejista pode e deve adotar. Nestes casos, o serviço financeiro acaba sendo complementar a algum produto que o cliente já adquiriu. Um cartão de loja, por exemplo, ajuda a fidelizar os clientes ao mesmo tempo que dá a ela melhores condições de pagamento, como parcelamentos ou descontos, além de um limite maior no cartão. O benefício recai tanto para o varejista quanto para o consumidor”, comenta Pedro Albuquerque, co-fundador e diretor de Novos Negócios da RPE – Retail Payment Ecosystem.

Pedro Albuquerque – Foto por Thábata Mondoni

Um dos destaques da pesquisa é o crescimento do comércio eletrônico no varejo. A projeção é que, com a digitalização, esse setor represente 56% das vendas globais nos próximos cinco anos. Ao mesmo tempo, o e-commerce compartilha espaço com novos modelos de negócio, como marketplaces, vendas diretas e redes sociais. De acordo com o estudo, o mercado de marketplaces expandiu US$1,2 trilhão de 2018 a 2023, crescendo 10 vezes mais rápido do que o setor varejista em geral.

Outro fator que está transformando o varejo é a maior personalização da jornada de compra a partir do uso de dados do consumidor. Aliás, os clientes estão mais exigentes: seja no varejo físico ou online, eles buscam melhores recomendações de produtos, ofertas exclusivas, uma jornada de pagamento fluida e uma compra otimizada. Segundo a pesquisa, 1 em cada 5 pessoas quer experiências de compra personalizadas, adaptadas às preferências individuais.

Leia também: Rebranding: com conceito de one stop shop, RPE visa triplicar presença de mercado até 2025

“O combo para a construção de uma relação positiva do varejista com o cliente depende de vários fatores, como garantir uma experiência fluida e otimizada durante a venda, facilitar o pagamento das compras e proporcionar mais acesso ao crédito, além de um bom CRM para entender o comportamento do consumidor. Isso pode ser feito durante toda a jornada de compra, desde a busca pelo produto até o pós-venda. A partir da coleta e análise dessas informações, é possível entender, por exemplo, se no pagamento o lojista deve oferecer um cartão de loja ou um serviço de empréstimo e financiamento ao cliente, de acordo com o que ele precisa”, explica Albuquerque.

Segundo o relatório “Retail Reinvention: a Framework for Future Growth”, encontrar promoções também é um fator decisivo para que o consumidor decida ou não por uma compra. Além disso, a qualidade do produto e valores como a sustentabilidade têm levado os consumidores a desistirem ou não de levar um item. De acordo com a pesquisa, 30% compram de marcas que apoiam questões sociais e políticas alinhadas com seus valores, e 25% podem chegar ao ponto de boicotar marcas que não compartilham essas crenças. “As pessoas, principalmente as da Geração Z, estão cada vez menos monogâmicas. Elas gostam de uma marca, mas se tiver uma outra opção com um produto parecido que tenha preço melhor, elas vão para a outra”, diz Pedro Albuquerque. 

Michelle Evans – Foto por Thábata Mondoni

Segundo Michelle Evans, Global Lead, Retail and Digital Consumer Insights na Euromonitor International e autora do estudo, “grande parte das mudanças no comportamento de compra é impulsionada pela digitalização. Com a proliferação de canais, há cada vez mais opções disponíveis, então do ponto de vista de varejistas e marcas, isso representa um desafio, já que os consumidores esperam que estejam presentes em mais lugares. Por sua vez, isso exige estratégias de distribuição mais complexas para as marcas e maior presença dos varejistas em diversas plataformas. Além disso, os varejistas estão expandindo suas marcas próprias, o que traz implicações para as marcas tradicionais. Antes, as marcas fabricavam produtos e os vendiam para os varejistas, que os distribuíam. Mas, em um cenário onde os varejistas têm mais controle, o que isso significa para as marcas?”, reflete a especialista. 

A pesquisa conclui que, lentamente, o varejo está sendo redefinido. Antes, as lojas físicas eram o principal meio para os consumidores adquirirem produtos, mas hoje não há mais essa hegemonia. A evolução da tecnologia e o avanço da digitalização também estão invadindo o setor, obrigando-o a se reinventar para atender as necessidades e expectativas do consumidor. “O varejo sempre esteve e vai continuar na vanguarda das inovações, inclusive se posicionando na frente dos bancos, pois é capaz de fornecer um crédito melhor e mais rápido aos consumidores. Então, ele continuará fazendo o que já começou: contando com a expertise e integrando tecnologias avançadas para entender o comportamento do cliente e oferecer a melhor jornada de compra possível a ele”, comenta Albuquerque. 

Sucesso nas vendas do varejo exige integração de tecnologias avançadas para análises preditivas e personalização 

 Automação com IA para controle do estoque, acompanhamento de pedidos, oferta de promoções customizadas e atendimento de qualidade traz resultados positivos ao longo da jornada 

Lucas Felisberto, VP LatAm de vendas & CS da Jitterbit.

Em períodos de alta demanda e expectativa, surge a oportunidade para que varejistas e lojistas se destaquem dos concorrentes no mercado. Nesse sentido, a IA pode ajudar a contornar desafios como a necessidade de controle rigoroso do estoque, acompanhamento organizado de pedidos, ativação de promoções e ofertas personalizadas e, principalmente, a missão de proporcionar ao cliente uma experiência agradável, satisfatória e de qualidade. 

A integração da inteligência artificial na jornada de compras do varejo tem o papel de aliar estratégias e ferramentas para otimizar processos, impulsionar resultados e ajustar o plano de ações seguindo os parâmetros do setor. O principal obstáculo é driblar a concorrência e aplicar ajustes consideráveis como precificação, gerenciamento, controle de qualidade, padronização no atendimento e um pós-vendas atento. 

Uma pesquisa da Aprix revelou que 63,6% das empresas baseiam seus preços nos da concorrência. Junto com esse parâmetro, utilizar uma estratégia inteligente de mercado pode aumentar as margens de negócios da empresa sem fazê-la perder competitividade. Neste cenário, soluções de automação têm sido fundamentais para ajudar lojistas a destacar suas operações com decisões assertivas e confiáveis aliadas à IA. 

Com o uso de ferramentas automatizadas, é possível integrar plataformas e potencializar as vendas sem fricções durante a jornada. A Jitterbit, empresa global de software e pioneira no mercado com solução low-code de IA, traz o App Builder. A ferramenta democratiza o desenvolvimento de aplicativos corporativos a fim de ajudar lojistas e varejistas em períodos de alta demanda e que exigem novos métodos para não só atrair clientes com ofertas personalizadas, mas evitar o abandono de carrinho e realizar o gerenciamento para que finalizem a compra de produtos ou de serviços. 

“Mais do que nunca, a tecnologia é fundamental para o sucesso das vendas em um mercado varejista cada vez mais competitivo e saturado. Devido às exigências dos clientes, fornecer um serviço de alta qualidade, acompanhar a realização de pedidos, status das entregas e criar ofertas customizadas em tempo real faz toda a diferença”, explica Lucas Felisberto, VP LatAm de vendas & CS da Jitterbit. 

Um e-commerce tem em média uma taxa de conversão de 1,33%, um número baixo devido a fatores como usabilidade ruim, lentidão, longo checkout, fricção no processo e antifraude restritivo. Pensando nisso, a possibilidade de utilizar plataformas low-code com IA que permitem a criação de aplicativos, mesmo sem domínio da automação, apresenta para o lojista formas de identificar quais são os produtos mais desejados, qual é a disponibilidade no estoque, desenvolver promoções personalizadas e acompanhar as vendas. 

A capacidade que a IA proporciona aos processos para distinção de ruídos e erros permite a construção de análises preditivas com precisão e assertividade, resultando na minimização de falhas e surgimento de oportunidades para possíveis ajustes e alterações. Com isso, o monitoramento de pedidos e entregas deve ser bem observado a fim de gerenciar a alta demanda e garantir que cada pedido seja processado sem gargalos operacionais. O controle evita surpresas desagradáveis, identifica rapidamente o status de aprovação dos pedidos e quando o produto não foi integrado ao ERP. 

A visão 360º das vendas de um negócio é uma maneira de alcançar grandes resultados, uma vez que ela reúne todas as informações em uma única tela, proporcionando ao SAC dados completos do perfil com pedidos realizados em plataformas de e-commerce, reclamações do Reclame Aqui, tickets abertos no suporte, dados de fidelidade do CRM e informações de entrega dos ERPs. “A integração da IA oferece autonomia para criar promoções customizadas com botões call-to-action e no decorrer do atendimento, ofertas especiais chegam aos clientes de forma eficiente para melhorar a experiência”, destaca o vice-presidente Lucas. 

Os recursos promovidos pelos avanços da tecnologia, como a integração da IA no mercado, geram soluções que elevam o desempenho e a performance dos negócios durante campanhas de vendas com demandas acima da média. Para Lucas, assim como a plataforma Harmony, da Jitterbit, que inclui ferramentas como iPaaS, API Manager, App Builder e EDI, é importante preparar as operações para o futuro que já estamos vivendo e simplificar processos, agregando as possibilidades inovadoras dentro das organizações. 

“Com a crescente concorrência, as empresas que adotarem soluções tecnológicas estarão melhores posicionadas no mercado para não apenas atrair clientes, mas também proporcionar uma experiência de compra fluida e diferenciada, maximizando conversões e garantindo a fidelização. A chave está na integração da inovação com técnicas bem executadas, tornando os processos cada vez mais digitais e conectados”, finaliza. 

Fonte: Mondoni Press.

Relatório TGT ISG: Fornecedores AWS impulsionam transformação digital e inovação com investimento e estratégias focadas em nuvem no México

Investimento reforça o papel da AWS na transformação digital do México, impulsionando inovação, modernização e adoção de tecnologias avançadas

Com novos investimentos significativos, a Amazon Web Services (AWS) está expandindo sua presença no México, demonstrando compromisso em fortalecer o crescimento digital e em estimular a inovação no país. Com a criação das zonas locais para oferecer latências mais baixas pela AWS, sendo a mais recente no México, é possível garantir maior proximidade geográfica com cargas de trabalho computacionais, melhorando a experiência do cliente, o que coincide com o amadurecimento do ecossistema de parceiros que, por sua vez, é refletido pelo aumento no número de empresas credenciadas e certificações obtidas por fornecedores locais, como destacado no estudo que foi conduzido no país.

O estudo ISG Provider Lens™ AWS Ecosystem Partner 2024 para o México, produzido e distribuído pela TGT ISG, aborda este mercado em crescimento. Esta é a primeira vez que a TGT ISG produz o estudo sobre o mercado de fornecedores de serviços AWS voltado para os negócios mexicanos. 

As organizações mexicanas estão melhorando as aplicações e adotando o desenvolvimento nativo na nuvem, aproveitando tecnologias como conteinerização, computação serverless e arquiteturas de microsserviços. Essa abordagem permite integrar inovações como IA, GenAI e big data, possibilitando a criação de soluções escaláveis e otimizadas para aprimorar a experiência do cliente. “Esse processo de modernização permite que as empresas respondam de forma ágil às dinâmicas de mercado e às exigências dos consumidores, o que as posiciona na vanguarda da economia digital”, afirma Adriana Frantz, autora do estudo e distinguished analyst da TGT ISG.

No México, as empresas estão cada vez mais focadas em utilizar a infraestrutura escalável e segura da AWS para otimizar operações. O estudo aponta que, embora estratégias multicloud ainda não sejam predominantes no país, o amadurecimento desse mercado poderá começar a considerar arquiteturas híbridas para a exploração dos benefícios de diferentes plataformas de nuvem.

Diante da alta demanda por profissionais qualificados, o crescimento acelerado do ecossistema AWS também destaca a necessidade de novos talentos. Para atender esse desafio, fornecedores locais têm investido em programas de treinamento e certificação AWS.

Adriana Frantz, distinguished analyst da TGT ISG e autora do estudo. Foto: Divulgação/Fernando Mucci

A análise de dados surge como uma prioridade estratégica, com soluções como Amazon Redshift AWS Glue e Amazon QuickSight facilitando a coleta, armazenamento e análise de grandes volumes de dados de maneira eficiente. A governança e segurança desses dados têm se tornado a prioridade para a maioria das empresas mexicanas, o que tem impulsionado a integração entre IA e ML nos processos organizacionais. Essa tendência está se tornando cada vez maior à medida que o país reconhece o valor dos dados como um ativo estratégico para impulsionar a revolução e a competitividade.

O estudo também aponta que a democratização dessas tecnologias está atraindo a atenção no país. A popularidade de ferramentas pré-construídas e específicas, como o SageMaker e AWS Bedrock, permitem que organizações desenvolvam modelos mais avançados para diversas aplicações e simplifiquem os processos de implantação de modelos de ML, impulsionando a inovação. 

Além disso, o relatório revela que os fornecedores mexicanos estão ampliando suas capacidades técnicas para integrar a IA Generativa em soluções práticas e eficientes, alinhados às demandas do mercado. Esse movimento promove um avanço significativo na economia digital do país.

O relatório ISG Provider Lens™ AWS Ecosystem Partners de 2024 para o México avalia as capacidades de 32 fornecedores em quatro quadrantes: AWS Professional Services, AWS Managed Services, AWS Data Analytics, AI and ML e AWS SAP Workloads.

O relatório nomeia Accenture e Rackspace Technology como Líderes em todos os quatro quadrantes. Ele nomeia NTT DATA, Telmex e XaIDigital como Líderes em três quadrantes cada. Compucloud, EPAM Systems, Escala 24×7 e Itera são nomeadas como Líderes em dois quadrantes cada. EPI-USE, Seidor e T-Systems são nomeadas como Líderes em um quadrante cada.

Além disso, Clouxter, Escala 24×7 e Tesselar são nomeadas como Rising Stars — empresas com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro” pela definição do ISG — em um quadrante cada.

Versões personalizadas do relatório estão disponíveis na Escala 24×7.