Senhas fracas ainda dominam o Brasil: veja como criar combinações seguras no Dia Mundial da Senha

No Dia Mundial da Senha, pesquisa da NordPass mostra que "123456" ainda lidera no Brasil. Especialista da Runtalent ensina como criar senhas seguras, quando trocá-las e por que o gerenciador de senhas pode salvar seus dados.

Senhas seguras ainda são exceção, não regra: um levantamento da NordPass revela que as combinações mais usadas no Brasil continuam sendo “admin” e “123456” — e o Dia Mundial da Senha, celebrado nesta quinta-feira (7), chega como alerta urgente para mudar esse hábito.

O que se observa também é que o comportamento se repete entre diferentes gerações pelo mundo. A Geração Z tende a optar pelas senhas curtas e que sejam fáceis de memorizar: a sequência “12345”, por exemplo, aparece como a mais usada pelos jovens nascidos entre 1997 e 2012. Já Millennials, integrantes da Gen X e Baby Boomers não ficam muito atrás, geralmente acrescentando apenas um dígito a mais, como “123456”. No ano passado, foi a sexta vez em sete anos que essa sequência liderou o ranking global de senhas preferidas dos usuários.

Para Gilberto Reis, COO da Runtalent, empresa líder em soluções digitais, esse cenário é preocupante, especialmente diante do alto índice de ataques cibernéticos. “O Brasil é o principal alvo de ataques na América Latina. Infelizmente, como muitas pessoas ainda não dão a devida importância à segurança online, hackers e programas automatizados se aproveitam de qualquer brecha para invadir contas e acessar dados sensíveis”. 

O especialista aponta sinais claros de que uma senha precisa ser trocada imediatamente. “O recebimento de alertas de vazamento de dados, a identificação de acessos incomuns em horários ou locais diferentes, o envio de mensagens sem o conhecimento do usuário ou até solicitações do próprio serviço para redefinição devido a atividades suspeitas já são razões para o usuário ligar o alerta”. 

Reis também orienta sobre a frequência ideal de atualização. “Para contas comuns, como redes sociais, e-mails pessoais e aplicativos, trocar a senha a cada seis meses é uma boa prática. Já em serviços mais sensíveis, como contas bancárias, acessos corporativos ou qualquer plataforma que envolva dados financeiros, o ideal é reduzir esse intervalo para três meses, especialmente se não houver autenticação em dois fatores”, recomenda.

Para facilitar o processo, uma sugestão é o uso de gerenciadores de senhas, que criam combinações fortes e armazenam as credenciais de forma criptografada, exigindo do usuário apenas a memorização de uma senha principal. Outra alternativa simples é apostar em senhas longas baseadas em frases, que são mais seguras e fáceis de lembrar. “Em vez de usar algo como ‘maria123’, por exemplo, uma combinação como ‘cafe8hor@stododia’ já é significativamente mais forte”.

Por fim, ele recomenda começar pelas contas mais críticas. “Escolha três principais – e-mail, banco e celular -, troque as senhas e sempre que possível utilize autenticação multifator. Depois, atualize as demais aos poucos, preferencialmente com o apoio de um gerenciador. Vale lembrar que reutilizar a mesma senha em diferentes lugares é como usar a mesma chave para casa, carro e escritório. Ou seja, se uma for comprometida, todas as outras também ficam vulneráveis”, conclui.

Sobre a Runtalent

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