O Pix, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central do Brasil, já representa 54% de todas as transações realizadas no país — e esse avanço está incomodando diretamente os Estados Unidos, que enxergam na plataforma uma ameaça ao modelo de negócios de Visa e Mastercard, segundo análise de Marco Zanini, CEO da Dinamo Networks.
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos lançado pelo Banco Central do Brasil, já representa 54% das transações realizadas no país, um número que destaca seu impacto no mercado financeiro brasileiro. Em comparação, as transações feitas com cartões de crédito e débito têm mostrado uma queda significativa, com a participação das bandeiras como Visa e Mastercard já abaixo de 15%. Esse crescimento acelerado do Pix tem gerado preocupações nos Estados Unidos, que veem o sistema como uma ameaça direta às grandes bandeiras, que ganham um percentual sobre as transações realizadas. A reação americana não se limita apenas ao mercado brasileiro, mas também a uma possível expansão global dos pagamentos instantâneos, que pode resultar em perdas significativas para as empresas de cartões.
Pix toma o espaço que era das bandeiras
De acordo com Marco Zanini, “o principal motivo pelo qual os americanos não estão felizes com o Pix é que, desde o início, o Pix tem conquistado uma parcela significativa das transações realizadas com cartões de crédito e débito. As principais bandeiras de crédito e débito, Visa e Mastercard, são empresas americanas, e elas ganham um percentual sobre as transações realizadas nesses pagamentos. Quando compramos gasolina, fazemos compras no mercado ou na padaria, uma parte desse valor vai para as bandeiras. E o Pix tem tomado uma fatia significativa disso. O Pix já representa 54% de todos os pagamentos realizados no Brasil, enquanto os cartões vêm perdendo participação, com o último número que vi já abaixo de 15%. Isso tem um impacto muito grande.”
O risco se torna global
Em seguida, Zanini completa: “Se outros países começarem a adotar sistemas de pagamentos instantâneos como o Pix, as bandeiras podem perder bilhões de dólares. Então, é uma ação do governo americano para proteger as suas empresas. É natural, e a gente também defende os nossos interesses. Mas o principal motivo é que o Pix está tomando uma fatia das transações que antes eram dominadas pelos cartões de crédito, e as bandeiras estão sendo prejudicadas por isso.”








