Beacon aposta em encontros exclusivos para qualificar o networking empresarial

Brasil atinge 22,8 mil startups mapeadas pelo Sebrae. Comunidades como a Beacon investem em encontros menores e curados para transformar networking em oportunidades reais de negócio.

Com o ecossistema de inovação brasileiro em expansão, comunidades de negócios têm repensado o modelo tradicional de networking, segundo levantamento do Sebrae divulgado em dezembro de 2025.

A busca por conexões mais qualificadas tem levado comunidades de negócios a repensarem o modelo tradicional de networking, especialmente diante da expansão do ecossistema de inovação brasileiro. Até dezembro de 2025, o país tinha 22.869 startups mapeadas pelo Sebrae, um crescimento de 26,7% em relação ao ano anterior, quando eram 18.056 empresas. Nesse cenário, em vez de grandes encontros voltados à quantidade de participantes, cresce o interesse por ambientes menores, com seleção criteriosa dos integrantes e interesses complementares, nos quais a curadoria assume papel central para aproximar empreendedores, investidores e executivos e transformar relacionamentos em oportunidades concretas de negócios.

O modelo da Beacon, family office especializado no ecossistema de tecnologia, exemplifica esse movimento ao combinar uma comunidade empresarial baseada em curadoria com uma estrutura de equity pool. A iniciativa promove cerca de 40 eventos exclusivos por ano, principalmente em formato petit comité, reunindo entre 15 e 20 pessoas em ambientes voltados à troca de experiências e ao networking qualificado. Os side events realizados durante grandes encontros de tecnologia também despertam interesse entre os integrantes, reforçando a demanda por espaços menores e mais direcionados.

Para Ricardo Duartefundador e CEO da Beacon, a qualidade das conexões está diretamente relacionada à seleção das pessoas que participam da comunidade. “Os membros valorizam espaços entre pares, sem figuras de gurus, nos quais pessoas com jornadas excepcionais possam trocar experiências de forma autêntica. Quando existe uma curadoria cuidadosa, a conversa deixa de ser apenas networking e passa a gerar conhecimento, confiança e oportunidades reais”, afirma.

Segundo o executivo, o equity pool também teve papel importante na formação da comunidade ao criar um alinhamento entre seus participantes. A estrutura aproximou empreendedores e profissionais que compartilham experiências, desafios e interesses semelhantes, contribuindo para a construção de uma base comum entre os integrantes. Com isso, o modelo reforçou a proposta de estabelecer conexões mais qualificadas e relações de longo prazo.

Outro aspecto da evolução da Beacon é a integração de clientes de wealth management à comunidade, em um cenário de maior seletividade no mercado de investimentos. O Startup Landscape: Ecossistema 2025, da Liga Ventures, aponta que as startups brasileiras receberam R$ 13 bilhões em investimentos em 2025. Apesar de uma queda de 16% no volume em relação a 2024, houve crescimento de 2% no número de deals, indicando um mercado mais seletivo e com tickets médios menores. Em meio a esse contexto, a ampliação da comunidade permite aproximar diferentes perfis dentro de um mesmo ambiente, conectando experiências empresariais, investimentos e estratégias de geração de patrimônio.

Para a empresa, essa integração representa uma evolução natural de um modelo que começou concentrado na formação de uma comunidade de negócios e passou a incorporar novas dimensões do relacionamento entre seus integrantes. Na avaliação de Ricardo Duarte, o diferencial de uma comunidade de alto impacto está menos no número de participantes e mais na relevância das conexões estabelecidas. “Não acreditamos que uma comunidade precisa ser grande para ser relevante. Muitas vezes, reunir as pessoas certas em um ambiente adequado cria muito mais valor do que colocar centenas de participantes em um mesmo espaço. A curadoria permite que as conversas sejam mais profundas e que as conexões tenham maior potencial de gerar negócios”, explica.

Esse conceito também se manifesta em experiências específicas de networking, como a clínica de tênis promovida pela Beacon. Ao combinar uma atividade esportiva com um grupo selecionado de participantes, o evento cria um ambiente informal para aproximação entre pessoas que compartilham interesses profissionais e empresariais. A estratégia reforça a ideia de que comunidades de negócios podem utilizar diferentes formatos para estimular conexões genuínas, sem depender exclusivamente de eventos corporativos tradicionais.

De acordo com Duarte, a tendência é que comunidades empresariais se tornem cada vez mais especializadas e baseadas em confiança. “O networking de qualidade acontece quando as pessoas têm espaço para compartilhar experiências, desafios e oportunidades sem a necessidade de transformar cada encontro em uma negociação. A conexão genuína cria confiança, e a confiança é o que permite que negócios e parcerias surjam de maneira natural”, conclui.

Sobre a Beacon

A Beacon é uma comunidade de negócios criada para aproximar empreendedores, investidores e executivos por meio de experiências e encontros cuidadosamente selecionados. Fundada por Ricardo Duarte, a comunidade nasceu com uma estrutura de equity pool e realiza cerca de 40 eventos exclusivos por ano, principalmente em formatos menores e de alta curadoria. Em sua nova fase, também integra clientes de wealth management à comunidade, ampliando as possibilidades de conexão entre negócios, investimentos e geração de patrimônio.

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